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Como Montar Projeto de Portfólio que Impressiona 2026

JobRise Team19 min read

162 candidaturas por oferta, média de 2026.

Como Montar Projeto de Portfólio que Impressiona 2026jobrise.io

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Você sabe que precisa de um portfólio, mas trava na hora de escolher o projeto. Aí bate aquela dúvida chata: “Será que isso é bom o suficiente para chamar atenção do Itaú, Nubank, Stone, iFood, Magalu ou Globo?” Em 2026, um portfólio fraco não é só um detalhe, ele pode fazer seu currículo passar batido mesmo quando você tem potencial.

Como Montar Projeto de Portfólio que Impressiona 2026#

Um bom projeto de portfólio não é aquele mais bonito, mais complexo ou cheio de tecnologia famosa.

É aquele que mostra, rápido, que você sabe resolver problema real.

E aqui vai uma verdade que muita gente demora para aceitar: recrutador e gestor não querem adivinhar seu valor. Eles querem bater o olho e entender:

  1. Qual problema você resolveu.
  2. Que decisões você tomou.
  3. Que resultado poderia gerar.
  4. Como você trabalha.
  5. Por que você seria uma boa contratação.

Se você está buscando vaga de tecnologia, produto, dados, design, marketing, operações ou atendimento especializado, um projeto bem montado pode compensar falta de experiência formal.

Não faz milagre, claro. Mas pode colocar você na conversa.

Principalmente se você está tentando sair do “sem experiência” para uma vaga júnior de R$3k a R$6k, migrar para analista de R$7k a R$12k, ou mirar posições remotas em dólar, como $60k a $90k por ano.

O que mudou em portfólio para 2026#

Antes, muita gente colocava no portfólio uma tela bonita, um clone de app famoso ou um repositório no GitHub e pronto.

Em 2026, isso pesa menos.

Com IA generativa, templates, builders e exemplos prontos, ficou mais fácil criar algo visualmente aceitável. Então o diferencial não é só “fiz uma interface bonita” ou “subi um projeto em React”.

O diferencial é mostrar pensamento.

Você precisa provar que sabe sair de um problema confuso e chegar em uma solução clara.

Por exemplo:

  • “Criei um dashboard para reduzir atraso em entregas de restaurantes parceiros do iFood.”
  • “Desenhei um fluxo de renegociação de dívida para clientes bancários de baixa renda, inspirado em casos do Itaú.”
  • “Analisei dados públicos de reclamações para identificar oportunidades de melhoria no atendimento de fintechs como Nubank e Stone.”
  • “Montei uma estratégia de CRM para aumentar recompra em um e-commerce no estilo Magalu.”
  • “Criei um estudo de experiência para melhorar a busca por conteúdos no Globoplay.”

Percebe a diferença?

Você não está dizendo só “fiz uma landing page”. Você está dizendo “resolvi um problema de negócio”.

O erro que faz seu projeto parecer amador#

O erro mais comum é começar pela ferramenta.

Você pensa:

  • “Vou usar Python.”
  • “Vou fazer em Figma.”
  • “Vou criar em Next.js.”
  • “Vou montar no Power BI.”
  • “Vou usar IA.”

Ferramenta é importante, mas não é o começo.

O começo é o problema.

Um gestor da Stone não quer contratar alguém porque a pessoa sabe clicar em ferramenta. Ele quer alguém que ajude a vender mais, reduzir fraude, melhorar atendimento, automatizar processo ou tomar decisão melhor.

Uma pessoa de produto no Nubank não se impressiona apenas com telas roxas bem desenhadas. Ela quer ver se você entende usuário, métrica, fricção e priorização.

Uma liderança de dados no Itaú quer entender se você sabe transformar dado bagunçado em recomendação confiável.

Então, antes de abrir qualquer ferramenta, escreva uma frase:

“Este projeto ajuda [tipo de usuário ou empresa] a resolver [problema específico] para melhorar [resultado esperado].”

Exemplos:

  1. Este projeto ajuda pequenos restaurantes a prever horários de pico para melhorar tempo de entrega.
  2. Este projeto ajuda clientes endividados a escolher uma proposta de renegociação mais clara.
  3. Este projeto ajuda recrutadores a identificar gargalos em um funil de contratação.
  4. Este projeto ajuda lojas online a recuperar carrinhos abandonados com mensagens personalizadas.
  5. Este projeto ajuda criadores de conteúdo a entender quais temas geram mais retenção.

Se sua frase parece genérica, seu projeto também vai parecer.

Escolha um tema com cara de vaga, não só cara de hobby#

Projeto de portfólio pode ser divertido, mas precisa conversar com a vaga que você quer.

Se você quer trabalhar como analista de dados em banco, um projeto sobre estatísticas de futebol pode ser legal, mas talvez um estudo sobre inadimplência, crédito, churn ou fraude seja mais forte.

Se você quer UX em healthtech, talvez um app de lista de filmes não ajude tanto quanto um fluxo de agendamento de consulta.

Se você quer marketing em e-commerce, um plano de conteúdo para uma loja fictícia com métricas e funil vale mais do que um post bonito solto.

Pense em setores que contratam bem no Brasil:

  • Bancos e fintechs: Itaú, Nubank, Banco Inter, PicPay.
  • Pagamentos: Stone, Cielo, PagSeguro.
  • Delivery e logística: iFood, Loggi, Rappi.
  • Varejo e marketplace: Magalu, Mercado Livre, Amazon Brasil.
  • Mídia e entretenimento: Globo, Netflix, Spotify.
  • SaaS e B2B: RD Station, Conta Azul, Omie.

Agora conecte sua área a um problema desses setores.

Exemplos por área

Para desenvolvimento:

  • Sistema de controle de entregas com status em tempo real.
  • API de simulação de crédito com regras transparentes.
  • Plataforma de agendamento com fila e confirmação automática.
  • Página de produto otimizada para conversão.

Para dados:

  • Análise de churn em clientes de assinatura.
  • Previsão de demanda para restaurante.
  • Dashboard de vendas por região e canal.
  • Segmentação de clientes por comportamento de compra.

Para UX/UI:

  • Redesign de onboarding de conta digital.
  • Fluxo de cancelamento mais claro e menos frustrante.
  • Pesquisa e protótipo para compra recorrente em supermercado online.
  • Melhoria de acessibilidade em aplicativo de streaming.

Para marketing:

  • Campanha de aquisição para uma fintech fictícia.
  • Plano de CRM para recuperar carrinho abandonado.
  • Estratégia de conteúdo para aumentar tráfego orgânico.
  • Análise de concorrentes com proposta de posicionamento.

Para produto:

  • Discovery de problema real com entrevistas.
  • Priorização de backlog usando impacto e esforço.
  • Definição de MVP e métricas de sucesso.
  • Experimento A/B com hipótese clara.

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A estrutura ideal de um projeto que impressiona#

Seu portfólio precisa ser fácil de entender.

A pessoa que analisa seu perfil pode ter 3 minutos entre uma reunião e outra. Se ela precisar caçar informação, você perde.

Use uma estrutura simples:

  1. Contexto.
  2. Problema.
  3. Objetivo.
  4. Processo.
  5. Solução.
  6. Resultado esperado ou medido.
  7. Aprendizados.
  8. Link para artefatos.

Vamos quebrar cada parte.

1. Contexto

Explique o cenário em poucas linhas.

Exemplo:

“Pequenos restaurantes que vendem por delivery sofrem com picos de demanda entre 19h e 21h. Quando a cozinha atrasa, a nota cai, o cliente reclama e o restaurante perde recorrência.”

Isso já parece real.

Você não precisa dizer que trabalhou no iFood se não trabalhou. Pode falar “inspirado no mercado de delivery” ou “estudo fictício baseado em problemas comuns de restaurantes”.

Honestidade é essencial.

2. Problema

Aqui você deixa claro o incômodo.

Exemplo:

“Os gestores não têm uma forma simples de prever horários críticos e ajustar equipe, estoque e preparo.”

Bom problema é específico.

Ruim:

“Melhorar a experiência do usuário.”

Melhor:

“Reduzir a confusão de clientes na etapa de escolha de plano, onde os benefícios não ficam claros e a taxa de abandono aumenta.”

3. Objetivo

Defina o que você queria alcançar.

Exemplos:

  • Reduzir abandono no cadastro.
  • Aumentar conversão na página de planos.
  • Diminuir tempo de atendimento.
  • Melhorar clareza de informações.
  • Criar recomendação baseada em dados.
  • Automatizar uma etapa manual.

Se possível, coloque uma meta.

Mesmo em projeto fictício, você pode dizer:

“Objetivo hipotético: reduzir abandono em 15% no fluxo de cadastro.”

Ou:

“Objetivo do estudo: identificar 3 oportunidades de melhoria com base em dados públicos.”

4. Processo

Essa é a parte que muita gente pula, e é justamente onde você ganha pontos.

Mostre como você pensou.

Você pode incluir:

  • Pesquisa com usuários.
  • Benchmark com empresas como Nubank, Itaú, Magalu ou Globo.
  • Análise de dados públicos.
  • Mapeamento de jornada.
  • Definição de personas.
  • Critérios de priorização.
  • Wireframes.
  • Modelo de dados.
  • Testes.
  • Decisões técnicas.
  • Limitações.

Não precisa escrever um livro. Mas precisa mostrar que não foi chute.

5. Solução

Agora sim você apresenta o que construiu.

Pode ser:

  • Protótipo no Figma.
  • Repositório no GitHub.
  • Dashboard no Power BI, Tableau ou Looker Studio.
  • Case em Notion.
  • Site publicado.
  • API documentada.
  • Plano de campanha.
  • Relatório em PDF.
  • Modelo de análise em Python.
  • Planilha com simulação financeira.

O segredo é explicar sua solução em termos de valor.

Não diga apenas:

“Criei 5 telas no Figma.”

Diga:

“Criei um fluxo de 5 telas para reduzir dúvidas na contratação, com destaque para comparação de planos, resumo de custos e confirmação final.”

6. Resultado esperado ou medido

Se você conseguiu medir, ótimo.

Exemplos:

  • “Teste com 8 usuários reduziu erros de navegação de 5 para 2 por pessoa.”
  • “O modelo atingiu 82% de acurácia em base de teste.”
  • “A nova landing page teve nota 92 no Lighthouse.”
  • “O dashboard reduziu de 30 minutos para 5 minutos o tempo de análise manual.”
  • “A campanha simulada projetou CAC de R$42 e ticket médio de R$180.”

Se não conseguiu medir, use resultado esperado com cuidado.

Exemplo:

“Com base na remoção de 2 etapas e melhoria na clareza dos preços, a hipótese é reduzir abandono no cadastro. Essa hipótese precisaria ser validada em teste A/B.”

Isso mostra maturidade.

7. Aprendizados

Essa parte humaniza seu projeto.

Você pode escrever:

  • O que faria diferente.
  • Que trade-off enfrentou.
  • Que limitação encontrou.
  • O que aprendeu sobre o setor.
  • Como validaria em ambiente real.

Exemplo:

“Eu comecei pensando em criar mais funcionalidades, mas percebi que o maior problema era clareza. Por isso reduzi o escopo e foquei no fluxo principal.”

Isso vale ouro.

Gestores gostam de gente que sabe ajustar rota.

8. Links e evidências

No final, facilite a vida de quem está avaliando.

Inclua:

  • Link do projeto publicado.
  • Link do GitHub.
  • Link do Figma com permissão correta.
  • Link do dashboard.
  • Prints principais.
  • Vídeo curto de 1 a 3 minutos explicando.
  • Documentação.
  • Dataset usado.

Teste os links no modo anônimo.

Parece básico, mas muita gente perde oportunidade porque o link está quebrado ou privado.

Como deixar seu projeto com cara de experiência real#

Você pode não ter trabalhado no Nubank, mas pode construir um case inspirado em problemas parecidos.

A chave é tratar seu projeto como se fosse uma entrega profissional.

Isso significa cuidar de:

  1. Escopo.
  2. Prazo.
  3. Critérios de sucesso.
  4. Decisões.
  5. Restrições.
  6. Comunicação.

Por exemplo, em vez de dizer:

“Fiz um app de finanças.”

Você pode dizer:

“Em 10 dias, desenvolvi um protótipo de app para ajudar jovens a controlar gastos recorrentes. O foco foi reduzir esquecimento de assinaturas e aumentar previsibilidade mensal.”

Muito melhor.

Agora imagine um recrutador lendo isso para uma vaga júnior de produto de R$5k no PicPay ou uma vaga de UX de R$8k em uma fintech.

A conversa já começa em outro nível.

Use restrições reais

Projetos sem restrição parecem escolares.

Coloque limites:

  • Prazo de 2 semanas.
  • Orçamento fictício de R$10k.
  • Equipe pequena.
  • Público com baixa familiaridade digital.
  • Necessidade de acessibilidade.
  • Dados incompletos.
  • Integração com sistema legado.
  • Suporte via WhatsApp.

Exemplo:

“O projeto considera que muitos usuários acessam pelo celular com internet instável, então priorizei telas leves e mensagens claras.”

Isso mostra visão prática.

Mostre trade-offs

Trade-off é escolha difícil.

Exemplo:

“Eu poderia criar recomendação automática com machine learning, mas optei por regras simples no MVP porque seriam mais fáceis de explicar para o usuário e mais baratas de implementar.”

Essa frase passa maturidade.

Outro exemplo:

“Reduzi o número de campos no cadastro, mas mantive CPF e telefone porque seriam necessários para validação e suporte.”

Você mostra que entende que produto real tem cobrança, segurança, prazo e custo.

Ideias de projetos fortes para 2026#

Se você está sem ideia, aqui vão opções que têm cara de mercado.

Projeto 1: Dashboard de churn para assinatura

Bom para dados, produto, marketing e BI.

Cenário:

Uma empresa de streaming no estilo Globo quer reduzir cancelamentos em planos mensais.

O projeto pode incluir:

  • Análise de cancelamentos por tempo de assinatura.
  • Segmentação por perfil.
  • Identificação de usuários com risco.
  • Recomendações de campanha.
  • Dashboard executivo.

Métricas:

  • Churn mensal.
  • Receita recorrente.
  • Lifetime value.
  • Taxa de reativação.
  • Engajamento por tipo de conteúdo.

Entregáveis:

  • Dashboard.
  • Relatório de insights.
  • Plano de ação.

Projeto 2: Redesign de onboarding para conta digital

Bom para UX, produto e front-end.

Cenário:

Usuários abandonam o cadastro de uma conta digital antes de enviar documentos.

Você pode se inspirar em experiências de Nubank, Itaú ou Inter, sem copiar marca ou tela.

Inclua:

  • Mapeamento da jornada.
  • Hipóteses de abandono.
  • Wireframes.
  • Protótipo.
  • Teste com usuários.
  • Métricas sugeridas.

Métricas:

  • Taxa de conclusão.
  • Tempo médio de cadastro.
  • Erros por etapa.
  • Chamados no suporte.

Projeto 3: Simulador de crédito transparente

Bom para desenvolvimento, dados, UX e produto.

Cenário:

Muitas pessoas não entendem juros, parcelas e custo total do empréstimo.

Solução:

Um simulador que mostra valor solicitado, taxa, parcelas, CET e impacto no orçamento mensal.

Você pode incluir uma faixa realista:

  • Empréstimo de R$2.000 a R$20.000.
  • Parcelas de 6 a 36 meses.
  • Juros simulados de 2,5% a 8% ao mês.

Isso conversa com bancos, fintechs e empresas de crédito.

Projeto 4: Plano de CRM para e-commerce

Bom para marketing, CRM, dados e growth.

Cenário:

Uma loja no estilo Magalu tem muitos carrinhos abandonados.

Solução:

Criar uma régua de comunicação:

  1. WhatsApp após 30 minutos.
  2. E-mail após 4 horas.
  3. Push no dia seguinte.
  4. Cupom segmentado apenas para usuários com maior intenção.

Inclua:

  • Segmentos.
  • Mensagens.
  • Métricas.
  • Projeção de receita.

Exemplo:

“Com 10.000 carrinhos abandonados por mês, ticket médio de R$220 e recuperação de 8%, a receita recuperada estimada seria R$176.000.”

Esse tipo de conta chama atenção.

Projeto 5: API de status de pedidos

Bom para back-end, full stack e produto.

Cenário:

Clientes de delivery ficam ansiosos porque não sabem se o pedido está sendo preparado, saiu ou atrasou.

Solução:

API com status, previsão de entrega, atualização de eventos e mensagens automáticas.

Inclua:

  • Documentação.
  • Endpoints.
  • Estrutura de banco.
  • Logs.
  • Tratamento de erro.
  • Testes.
  • Deploy.

Fale de impacto:

“Objetivo: reduzir chamados no suporte sobre status de pedido.”

Isso aproxima o projeto do mundo real.

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Como apresentar o projeto no seu portfólio#

Não adianta ter um projeto bom escondido em um link confuso.

A página do case precisa vender sua competência.

Uma estrutura prática:

  1. Título claro.
  2. Resumo de 3 linhas.
  3. Seu papel.
  4. Ferramentas usadas.
  5. Tempo de projeto.
  6. Problema.
  7. Processo.
  8. Solução.
  9. Resultados.
  10. Aprendizados.
  11. Links.

Exemplo de título ruim

“Projeto Final Bootcamp”

Isso não diz nada.

Exemplo de título bom

“Dashboard de Churn para Serviço de Assinatura: análise de cancelamento e plano de retenção”

Esse título já mostra valor.

Exemplo de resumo bom

“Analisei uma base fictícia de 50.000 clientes de assinatura para identificar padrões de cancelamento. Criei um dashboard no Power BI e propus 4 ações de retenção para reduzir churn em clientes com baixo engajamento.”

Perfeito para vaga de dados, BI, CRM ou growth.

Como falar do projeto no currículo#

Seu portfólio precisa aparecer no currículo de forma estratégica.

Não coloque só:

“Portfólio: link”

Inclua o projeto na seção de projetos.

Exemplo:

Projeto de Portfólio, Dashboard de Churn para Assinatura

  • Analisei base com 50.000 registros simulados para identificar padrões de cancelamento por perfil, plano e engajamento.
  • Criei dashboard no Power BI com métricas de churn, receita recorrente e segmentos de risco.
  • Propus ações de retenção com potencial de reduzir cancelamento em clientes inativos, incluindo campanha de reativação e oferta personalizada.

Perceba os verbos:

  • Analisei.
  • Criei.
  • Propus.

Isso funciona melhor do que “responsável por”.

Para desenvolvimento:

Projeto de Portfólio, API de Status de Pedidos

  • Desenvolvi API REST para rastreamento de pedidos com autenticação, atualização de status e tratamento de erros.
  • Modelei banco de dados para eventos de entrega, usuários e pedidos.
  • Publiquei documentação com endpoints, exemplos de requisição e testes automatizados.

Para UX:

Projeto de Portfólio, Redesign de Onboarding de Conta Digital

  • Mapeei jornada de cadastro e identifiquei pontos de abandono em envio de documentos e validação.
  • Criei protótipo navegável no Figma com foco em clareza, acessibilidade e redução de campos.
  • Testei o fluxo com 6 usuários e documentei melhorias de compreensão nas etapas críticas.

Como falar do projeto na entrevista#

Na entrevista, não conte cada detalhe técnico logo de cara.

Use uma narrativa simples:

  1. “O problema era...”
  2. “Eu investiguei...”
  3. “Decidi fazer...”
  4. “O resultado foi...”
  5. “Se fosse em ambiente real, eu mediria...”

Exemplo:

“O problema era que usuários abandonavam o cadastro de uma conta digital na etapa de documentos. Eu investiguei fluxos de bancos como Nubank e Itaú, levantei hipóteses de fricção e testei um protótipo com 6 pessoas. A principal decisão foi reduzir texto técnico e mostrar progresso por etapa. Em um ambiente real, eu mediria taxa de conclusão, tempo por etapa e chamados no suporte.”

Isso soa profissional.

Mesmo sendo projeto fictício, você demonstra raciocínio.

O que evitar em 2026#

Algumas escolhas fazem seu portfólio perder força.

Evite:

  • Clones sem contexto, tipo “clone da Netflix” sem problema claro.
  • Projetos com nome genérico.
  • Cases longos demais e sem resumo.
  • Prints sem explicação.
  • GitHub sem README.
  • Figma bloqueado.
  • Dashboard sem insight.
  • Código que não roda.
  • Dados sem fonte.
  • Métricas inventadas como se fossem reais.
  • Exagerar e dizer que aumentou receita sem teste.
  • Copiar interface de empresa famosa e fingir que é trabalho real.

Você pode se inspirar, mas não pode confundir inspiração com mentira.

Se for fictício, diga que é fictício.

Isso não diminui você. Na verdade, passa confiança.

Como usar IA sem parecer preguiçoso#

Em 2026, quase todo mundo usa IA em algum momento.

O problema não é usar IA. O problema é entregar algo com cara de “copiei e colei”.

Você pode usar IA para:

  • Gerar ideias iniciais.
  • Simular perguntas de entrevista com usuários.
  • Organizar roteiro.
  • Criar dados fictícios.
  • Revisar texto.
  • Sugerir métricas.
  • Ajudar no README.
  • Verificar clareza do case.

Mas você precisa tomar as decisões.

Inclua uma nota se fizer sentido:

“Usei IA para apoiar a criação de dados fictícios e revisão textual. As decisões de análise, estrutura do dashboard e recomendações foram feitas por mim.”

Isso é honesto.

E mostra responsabilidade.

Checklist final antes de publicar#

Antes de mandar seu portfólio para uma vaga na Stone, Nubank, iFood, Itaú, Magalu, Globo ou qualquer empresa, revise esta lista.

Clareza

  • O problema fica claro em até 10 segundos?
  • O título mostra valor?
  • O resumo explica o que você fez?
  • Seu papel está claro?
  • Dá para entender se o projeto é real, fictício ou acadêmico?

Profundidade

  • Você mostra processo, não só resultado?
  • Existem decisões explicadas?
  • Você mostra limitações?
  • Você fala de métricas?
  • Você conectou solução com impacto?

Evidência

  • Tem link funcionando?
  • Tem prints ou vídeo?
  • Tem README se for código?
  • Tem fonte se usou dados?
  • Tem protótipo acessível?

Profissionalismo

  • O texto está sem erros graves?
  • O layout é fácil de ler?
  • O projeto conversa com a vaga?
  • Você evita exageros?
  • Você consegue explicar o case em 2 minutos?

Se a resposta for “sim” para quase tudo, você está bem à frente da maioria.

Um projeto bom vale mais que cinco medianos#

Muita gente tenta encher portfólio com 8, 10, 12 projetos pequenos.

Só que recrutador não quer quantidade sem clareza.

É melhor ter 2 ou 3 projetos fortes do que uma coleção de exercícios soltos.

Pense assim:

  • Um projeto principal, bem completo.
  • Um projeto secundário, mostrando outra habilidade.
  • Um projeto rápido, mostrando execução prática.

Exemplo para dados:

  1. Dashboard de churn com relatório.
  2. Modelo simples de previsão de demanda.
  3. Análise exploratória de dados públicos.

Exemplo para UX:

  1. Redesign de onboarding com pesquisa e teste.
  2. Fluxo de checkout para e-commerce.
  3. Auditoria de acessibilidade de um app.

Exemplo para desenvolvimento:

  1. Aplicação full stack com login, banco e deploy.
  2. API documentada com testes.
  3. Landing page otimizada e responsiva.

Qualidade vence volume.

O detalhe que separa candidato comum de candidato memorável#

O detalhe é explicar o “porquê”.

Muita gente mostra o que fez.

Pouca gente mostra por que fez daquele jeito.

Compare:

“Coloquei um botão verde na tela.”

Com:

“Usei um CTA mais visível no final da comparação de planos porque usuários precisavam revisar benefícios antes de decidir. A hipótese é reduzir cliques de retorno e aumentar conclusão.”

A segunda frase mostra raciocínio.

E raciocínio é o que empresas pagam.

É por isso que uma pessoa com bom portfólio pode disputar vaga de analista de R$8k, desenvolvedor júnior de R$5k, designer pleno de R$10k ou até vaga remota pagando $70k por ano.

Não é só sobre ferramenta. É sobre confiança.

A empresa quer sentir: “essa pessoa consegue pegar um problema e andar.”

Seu próximo passo#

Escolha uma vaga que você quer.

Leia a descrição com calma.

Marque as habilidades mais repetidas.

Depois monte um projeto que prove essas habilidades em um problema realista.

Se a vaga pede SQL, dashboard e visão de negócio, faça um projeto de dados com recomendação clara.

Se pede React, API e testes, faça uma aplicação que resolva uma dor concreta.

Se pede discovery, Figma e métricas, monte um case de produto ou UX com começo, meio e fim.

E não espere ficar perfeito para publicar.

Portfólio melhora com feedback.

Publique a primeira versão, peça opinião, ajuste e use nas candidaturas.

Antes de enviar seu currículo junto com esse portfólio, confira se ele está passando pelos filtros automáticos das empresas. Faça uma revisão grátis no ATS Checker da JobRise: https://jobrise.io/pt/free-ats-checker/

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