Platform Engineer São Paulo Vagas 2026
162 candidaturas por oferta, média de 2026.
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Você abriu o LinkedIn, filtrou por “Platform Engineer São Paulo”, viu meia dúzia de vagas com nomes parecidos, salário quase nunca aparece, requisitos parecem de três pessoas diferentes, e bateu aquela dúvida: “será que eu estou pronto para isso em 2026 ou vou ser filtrado pelo ATS antes de alguém ler meu currículo?”
Se você está nessa, respira. Platform Engineering virou uma das áreas mais quentes em tecnologia no Brasil, especialmente em São Paulo, porque empresas como Itaú, Nubank, Stone, iFood, Magalu e Globo precisam entregar software mais rápido sem transformar a vida dos devs em um caos de pipelines quebrados, Kubernetes mal cuidado e chamados infinitos.
O ponto é: muita vaga de Platform Engineer ainda vem disfarçada de DevOps, SRE, Cloud Engineer ou Infrastructure Engineer. Então, se você souber ler a vaga, ajustar seu currículo e contar sua experiência do jeito certo, dá para competir muito melhor por posições de R$15k, R$22k, R$30k ou até vagas remotas em dólar na faixa de $80k a $130k por ano.
Platform Engineer São Paulo Vagas 2026: por que esse cargo cresceu tanto?#
Platform Engineer é, na prática, a pessoa que constrói e melhora plataformas internas para que times de desenvolvimento entreguem software com menos atrito.
Pensa assim: em vez de cada squad descobrir sozinha como fazer deploy, configurar observabilidade, criar infraestrutura, mexer em secrets, provisionar banco e resolver pipeline, o time de plataforma cria caminhos prontos, seguros e bem documentados.
Isso pode incluir:
- Templates de microsserviços.
- Pipelines de CI/CD.
- Clusters Kubernetes.
- Infraestrutura como código.
- Catálogo de serviços.
- Observabilidade com métricas, logs e traces.
- Ferramentas de developer experience.
- Padrões de segurança e compliance.
- Automatizações para reduzir trabalho manual.
Em São Paulo, essa função ganhou força porque muitas empresas cresceram rápido, contrataram muitos devs e perceberam que velocidade sem padrão vira dívida técnica.
Bancos como Itaú e fintechs como Nubank precisam lançar produtos digitais sem quebrar regras de segurança. Empresas como Stone e iFood precisam operar em escala, com alta disponibilidade. Magalu e Globo têm sistemas grandes, times distribuídos e pressão constante por entrega.
É aí que entra Platform Engineering.
Não é só “mexer em Kubernetes”. É reduzir fricção para quem desenvolve, sem abrir mão de estabilidade, custo e segurança.
O que um Platform Engineer faz no dia a dia?#
O dia a dia varia bastante, mas normalmente mistura engenharia de software, infraestrutura, automação, cloud e conversa com times internos.
Você pode passar parte do dia escrevendo código em Go, Python ou TypeScript para automatizar um fluxo interno. Em outro momento, pode revisar Terraform, ajustar Helm charts, melhorar pipelines no GitHub Actions ou GitLab CI, investigar latência em produção ou conversar com squads para entender por que o deploy está demorando 40 minutos.
Algumas atividades bem comuns:
-
Construir plataformas internas
Você ajuda a criar ferramentas que devs usam para subir aplicações, criar ambientes, configurar logs, expor APIs ou acompanhar deploys.
-
Melhorar CI/CD
Você reduz tempo de build, padroniza pipelines, cria validações automáticas e evita que cada time invente um jeito diferente de entregar software.
-
Cuidar de Kubernetes e containers
Muitas vagas pedem experiência com EKS, GKE, AKS, OpenShift, Docker, Helm e operadores.
-
Trabalhar com infraestrutura como código
Terraform ainda aparece muito. Também vale conhecer Pulumi, Crossplane, Ansible e ferramentas parecidas.
-
Apoiar observabilidade
Prometheus, Grafana, Datadog, New Relic, OpenTelemetry, ELK e Loki aparecem com frequência.
-
Reduzir toil
Toil é aquele trabalho repetitivo, manual, chato e propenso a erro. Um bom Platform Engineer automatiza isso.
-
Pensar em experiência do desenvolvedor
Aqui mora a diferença entre “infra tradicional” e plataforma. Você precisa se importar se o dev consegue usar aquilo sem abrir cinco tickets e ler um PDF de 80 páginas.
Platform Engineer, DevOps, SRE e Cloud Engineer: qual é a diferença?#
Essa confusão é normal, inclusive em vagas grandes de São Paulo.
DevOps
DevOps é mais cultura e prática do que cargo, mas o mercado transformou em cargo. Normalmente envolve CI/CD, automação, cloud, containers, monitoramento e apoio aos times de desenvolvimento.
Muita vaga de Platform Engineer ainda vem como “DevOps Engineer Senior”.
SRE
SRE, ou Site Reliability Engineering, foca mais em confiabilidade, disponibilidade, incidentes, SLOs, SLIs, error budget e resposta a produção.
Um SRE pergunta: “como garantimos que esse sistema fique estável e previsível?”
Cloud Engineer
Cloud Engineer costuma focar mais em arquitetura e operação em AWS, Azure ou GCP. Pode envolver redes, IAM, storage, bancos gerenciados, custos e governança.
Platform Engineer
Platform Engineer olha para a plataforma como um produto interno. O usuário é o desenvolvedor.
A pergunta principal é: “como criamos uma experiência segura, simples e repetível para os times entregarem software?”
Na prática, uma pessoa pode fazer um pouco de tudo. Mas em 2026, as empresas mais maduras tendem a separar melhor os papéis.
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Salários de Platform Engineer em São Paulo em 2026#
Salário varia com senioridade, empresa, inglês, regime de contratação e se a vaga é local, híbrida, remota Brasil ou remota internacional.
Mas dá para trabalhar com faixas realistas para São Paulo em 2026:
Júnior ou Pleno inicial
- CLT: R$7k a R$12k.
- PJ: R$9k a R$15k.
Essas vagas podem aparecer como DevOps Engineer, Cloud Engineer ou Platform Engineer I. Geralmente pedem algum contato com cloud, CI/CD, Linux, Docker e noções de Kubernetes.
Pleno forte
- CLT: R$12k a R$18k.
- PJ: R$15k a R$24k.
Aqui você já deve ter entregado automações reais, trabalhado com Terraform, pipelines, monitoramento e ambientes produtivos.
Senior
- CLT: R$18k a R$28k.
- PJ: R$25k a R$40k.
Para senior, a expectativa é que você resolva problemas com pouca supervisão, guie padrões, discuta arquitetura e entenda impacto em segurança, custo e disponibilidade.
Staff, Principal ou Lead Platform Engineer
- CLT: R$28k a R$40k ou mais.
- PJ: R$40k a R$60k.
- Remoto internacional: $80k a $150k por ano.
Essas vagas exigem visão técnica mais ampla, influência entre times, decisões de plataforma, métricas de adoção, governança e experiência real com escala.
Empresas como Nubank, Itaú, Stone, iFood, Magalu e Globo podem ter pacotes diferentes, bônus, PLR, ações, stock options ou benefícios que mudam bastante o total anual.
Por isso, quando você comparar propostas, olhe:
- Salário base.
- Bônus ou PLR.
- Benefícios.
- Stock options ou ações.
- Regime CLT ou PJ.
- Exigência de presencial em São Paulo.
- Plantão e sobreaviso.
- Flexibilidade de horário.
- Verba de estudo.
- Plano de carreira.
Às vezes uma proposta de R$22k CLT com bônus e boa estabilidade faz mais sentido que R$30k PJ sem férias, sem previsibilidade e com plantão mal definido.
Tecnologias que mais aparecem nas vagas#
Se você quer mirar Platform Engineer em São Paulo em 2026, vale montar seu plano de estudo com base no que o mercado realmente pede.
Cloud
As mais comuns:
- AWS.
- Azure.
- GCP.
AWS ainda aparece muito forte, especialmente com EKS, ECS, Lambda, IAM, VPC, RDS, S3, CloudWatch e Route 53.
Azure aparece bastante em bancos, empresas tradicionais e ambientes corporativos, com AKS, Azure DevOps, Entra ID, Key Vault e Monitor.
GCP costuma aparecer em empresas data-driven, produtos digitais e times com foco em Kubernetes, BigQuery e GKE.
Você não precisa saber tudo das três. Mas precisa saber profundamente pelo menos uma e entender conceitos que se transferem entre provedores.
Kubernetes
Kubernetes virou quase idioma obrigatório em muitas vagas.
Não basta saber rodar kubectl get pods. Você precisa entender:
- Deployments.
- Services.
- Ingress.
- ConfigMaps e Secrets.
- Requests e limits.
- HPA.
- RBAC.
- Namespaces.
- Helm.
- Troubleshooting.
- Estratégias de rollout.
- Segurança básica em cluster.
Se você já trabalhou com EKS, GKE, AKS ou OpenShift, coloque isso de forma clara no currículo.
Infraestrutura como código
Terraform é o campeão nas vagas.
Experiências valorizadas:
- Módulos reutilizáveis.
- Organização de state.
- Workspaces ou separação por ambiente.
- Revisão de plano em pipeline.
- Políticas com OPA, Sentinel ou ferramentas similares.
- Provisionamento de redes, clusters, bancos e permissões.
Se você só fez laboratório, tudo bem, mas não venda como experiência produtiva. Melhor dizer que criou projetos práticos e mostrar GitHub.
CI/CD
As ferramentas variam:
- GitHub Actions.
- GitLab CI.
- Jenkins.
- Azure DevOps.
- Argo CD.
- Flux CD.
- CircleCI.
Mais importante que decorar ferramenta é saber explicar como você melhorou o fluxo.
Exemplos bons:
- “Reduzi tempo médio de pipeline de 28 para 11 minutos.”
- “Criei templates usados por 12 squads.”
- “Automatizei validações de Terraform antes do merge.”
- “Implementei deploy progressivo com rollback automático.”
Observabilidade
Aqui muita gente perde ponto porque fala só “monitoramento”.
Observabilidade envolve entender o comportamento do sistema por sinais como:
- Métricas.
- Logs.
- Traces.
- Alertas.
- Dashboards.
- SLOs.
- Correlação entre eventos.
Ferramentas comuns:
- Prometheus.
- Grafana.
- Datadog.
- New Relic.
- Splunk.
- Elastic Stack.
- Loki.
- Tempo.
- OpenTelemetry.
Se você já participou de incidentes, postmortems ou definiu alertas melhores, isso vale ouro em entrevista.
Habilidades que diferenciam candidatos fortes#
Tecnologia é importante, mas Platform Engineering é muito sobre produto interno e comunicação.
Um candidato mediano fala: “sei Kubernetes, AWS e Terraform.”
Um candidato forte fala: “criei uma plataforma de deploy usada por 20 times, reduzi tempo de setup de serviço de 3 dias para 2 horas e diminuí chamados repetitivos em 35%.”
Percebe a diferença?
Você precisa falar em impacto
Impacto pode ser:
- Tempo reduzido.
- Custo economizado.
- Menos incidentes.
- Mais frequência de deploy.
- Menos tickets.
- Menos retrabalho.
- Adoção por times.
- Melhor satisfação dos devs.
- Padronização de segurança.
Mesmo que você não tenha números exatos, tente estimar com honestidade.
Por exemplo:
- “Automatizei criação de ambientes, reduzindo uma tarefa manual de cerca de 4 horas para menos de 30 minutos.”
- “Criei documentação e templates que passaram a ser usados por 8 squads.”
- “Ajudei a migrar workloads para Kubernetes com menor intervenção manual no deploy.”
Você precisa entender o usuário interno
O usuário da plataforma é o dev.
Se a ferramenta é poderosa, mas ninguém consegue usar, ela falhou.
Empresas mais maduras vão perguntar como você coleta feedback, mede adoção e melhora a experiência.
Boas respostas incluem:
- Conversar com squads.
- Criar documentação simples.
- Fazer office hours.
- Medir uso da plataforma.
- Reduzir passos manuais.
- Criar golden paths.
- Evitar impor ferramenta sem ouvir o time.
- Manter exemplos prontos.
Você precisa saber negociar padrões
Platform Engineering lida com tensão natural.
Time de produto quer velocidade. Segurança quer controle. FinOps quer reduzir custo. Operação quer estabilidade. Liderança quer previsibilidade.
Você não precisa ser político de novela, mas precisa saber conversar.
Em entrevistas, conte situações em que você alinhou padrões com outros times, explicou trade-offs e chegou a uma solução prática.
Como ajustar seu currículo para vagas de Platform Engineer#
Aqui é onde muita gente boa perde entrevista.
O currículo fica genérico, cheio de lista de ferramentas, mas sem contexto. ATS e recrutador olham por 10 segundos e não entendem se você realmente fez plataforma, DevOps, cloud ou suporte.
Comece com um resumo direto
Exemplo:
“Platform Engineer com 6 anos em cloud e automação, experiência em AWS, Kubernetes, Terraform e CI/CD. Atuei na criação de pipelines e módulos de infraestrutura usados por múltiplas squads, com foco em redução de toil, padronização de deploy e melhoria da experiência de desenvolvedores.”
Isso é muito melhor que:
“Profissional proativo com facilidade de aprendizado, apaixonado por tecnologia e buscando novos desafios.”
Use palavras-chave da vaga
Se a vaga pede:
- Kubernetes.
- AWS.
- Terraform.
- GitHub Actions.
- Argo CD.
- Observability.
- SRE.
- Platform Engineering.
- Developer Experience.
Esses termos precisam aparecer no currículo, se forem verdadeiros para sua experiência.
Não adianta inventar. Mas também não esconda o que você sabe usando termos vagos.
Escreva bullets com resultado
Evite:
- “Responsável por Kubernetes.”
- “Atuação com pipelines.”
- “Suporte aos desenvolvedores.”
Prefira:
- “Mantive clusters Kubernetes em AWS EKS para aplicações críticas, apoiando cerca de 15 squads em deploys e troubleshooting.”
- “Criei templates de GitHub Actions que reduziram o tempo de configuração de novos serviços de dias para horas.”
- “Implementei módulos Terraform reutilizáveis para VPC, IAM e RDS, aumentando padronização entre ambientes.”
- “Estruturei dashboards em Grafana e alertas em Prometheus para reduzir ruído e melhorar resposta a incidentes.”
Separe ferramentas por categoria
Isso ajuda muito o recrutador e o ATS.
Exemplo:
- Cloud: AWS, Azure.
- Containers: Docker, Kubernetes, Helm.
- IaC: Terraform, Ansible.
- CI/CD: GitHub Actions, GitLab CI, Argo CD.
- Observabilidade: Prometheus, Grafana, Datadog.
- Linguagens: Python, Go, Bash.
- Segurança: IAM, Secrets Manager, Vault, RBAC.
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Como procurar vagas em São Paulo sem perder tempo#
Buscar “Platform Engineer” é só o começo.
Use variações, porque muitas empresas ainda publicam com outros nomes.
Pesquise por:
- Platform Engineer.
- DevOps Engineer.
- SRE.
- Site Reliability Engineer.
- Cloud Engineer.
- Infrastructure Engineer.
- Kubernetes Engineer.
- DevEx Engineer.
- Developer Experience Engineer.
- Internal Developer Platform.
- Platform SRE.
No LinkedIn, combine termos:
- “Platform Engineer” + “São Paulo”.
- “Kubernetes Terraform AWS” + “São Paulo”.
- “DevOps Platform” + “remoto Brasil”.
- “Internal Developer Platform” + “Brazil”.
- “SRE Kubernetes” + “São Paulo”.
Também olhe sites de carreira de empresas grandes:
- Itaú.
- Nubank.
- Stone.
- iFood.
- Magalu.
- Globo.
- Mercado Livre.
- PicPay.
- XP.
- B3.
- QuintoAndar.
- Loft.
- Gympass, hoje Wellhub.
Nem toda vaga boa aparece bem ranqueada no LinkedIn. Às vezes está no Greenhouse, Gupy, Lever ou site interno da empresa.
O que esperar das entrevistas#
Processos para Platform Engineer costumam ter 3 a 5 etapas.
1. Conversa com recrutador
Aqui o foco é alinhamento:
- Pretensão salarial.
- Modelo remoto, híbrido ou presencial.
- Inglês.
- Experiência geral.
- Motivo de troca.
- Disponibilidade.
Tenha uma resposta pronta para salário.
Algo como:
“Para vagas senior em São Paulo, estou avaliando oportunidades na faixa de R$22k a R$28k CLT, dependendo do pacote total, plantão e escopo. Para PJ, a faixa muda.”
Isso passa segurança.
2. Entrevista técnica
Podem perguntar sobre:
- Kubernetes.
- Cloud.
- Terraform.
- CI/CD.
- Redes.
- Linux.
- Observabilidade.
- Incidentes.
- Segurança.
- Arquitetura de plataforma.
Não responda só com teoria. Puxe exemplos reais.
Se perguntarem “como você faria deploy seguro em Kubernetes?”, você pode falar de:
- Imagens versionadas.
- Pipeline com testes.
- Scan de vulnerabilidade.
- Helm ou Kustomize.
- Argo CD.
- Health checks.
- Readiness e liveness probes.
- Canary ou blue-green.
- Rollback.
- Métricas e alertas.
- RBAC e secrets.
3. Case ou exercício
Algumas empresas pedem desenho de solução.
Exemplo: “Crie uma plataforma para squads provisionarem novos serviços com deploy automatizado.”
Uma boa resposta cobre:
- Portal ou interface simples.
- Templates de serviço.
- Repositório criado automaticamente.
- Pipeline padrão.
- Infra com Terraform.
- Deploy com GitOps.
- Observabilidade pronta.
- Segurança e permissões.
- Documentação.
- Métricas de adoção.
Não tente complicar demais. Mostre raciocínio, trade-offs e evolução incremental.
4. Entrevista com liderança
Aqui querem saber se você trabalha bem com outras áreas.
Prepare histórias sobre:
- Conflito técnico.
- Incidente em produção.
- Priorização.
- Mentoria.
- Projeto com múltiplos times.
- Falha e aprendizado.
- Decisão entre velocidade e segurança.
Use formato simples:
- Contexto.
- Problema.
- Ação.
- Resultado.
- Aprendizado.
Como se preparar em 90 dias#
Se você quer mirar vagas melhores em 2026, dá para montar um plano bem objetivo.
Dias 1 a 30: base forte
Foque em:
- Linux.
- Redes básicas.
- Docker.
- Git.
- CI/CD.
- Fundamentos de AWS, Azure ou GCP.
Projeto prático:
- Crie uma API simples.
- Containerize com Docker.
- Faça pipeline de build e testes.
- Publique imagem em registry.
- Automatize deploy em ambiente simples.
Dias 31 a 60: Kubernetes e Terraform
Foque em:
- Kubernetes local com Kind ou Minikube.
- Helm.
- Terraform.
- Provisionamento em cloud.
- Secrets.
- Ingress.
- Observabilidade básica.
Projeto prático:
- Suba um cluster gerenciado, se couber no orçamento.
- Crie módulos Terraform.
- Faça deploy da API com Helm.
- Configure métricas com Prometheus e Grafana.
- Documente tudo no GitHub.
Cuidado com custo em cloud. Use conta free tier, desligue recursos e coloque alertas de cobrança.
Dias 61 a 90: plataforma interna e storytelling
Agora transforme o projeto em algo com cara de Platform Engineering.
Crie:
- Template de novo serviço.
- Pipeline reutilizável.
- Script ou CLI simples para gerar projeto.
- Documentação para desenvolvedores.
- Dashboard de exemplo.
- Guia de troubleshooting.
- Diagrama da arquitetura.
Depois escreva no README:
- Problema que a plataforma resolve.
- Como um dev usa.
- Decisões técnicas.
- Trade-offs.
- Próximos passos.
- Métricas que você mediria em produção.
Isso vira material para currículo, LinkedIn e entrevista.
Erros que podem te tirar do processo#
Alguns erros são bem comuns.
1. Currículo com ferramenta demais e resultado de menos
Lista de 40 tecnologias não impressiona se não mostra entrega.
Escolha as principais e conecte com projetos.
2. Falar como se Platform fosse só infra
Se você não menciona desenvolvedores, experiência, adoção e documentação, parece uma vaga de operação tradicional.
3. Não saber explicar incidentes
Você não precisa ter sido herói. Mas precisa mostrar calma, método e aprendizado.
Fale sobre:
- Como identificou o problema.
- Como comunicou.
- Como mitigou.
- Como evitou repetição.
- O que melhorou depois.
4. Ignorar segurança
Toda empresa séria vai ligar para segurança.
Tenha noções de:
- IAM.
- Least privilege.
- RBAC.
- Gestão de secrets.
- Scan de imagem.
- Dependências vulneráveis.
- Network policies.
- Auditoria.
5. Não adaptar currículo por vaga
Mandar o mesmo currículo para Itaú, Nubank, Stone e uma startup pequena pode reduzir sua chance.
A base pode ser a mesma, mas ajuste resumo, palavras-chave e ordem dos bullets conforme a vaga.
Inglês faz diferença?#
Sim, bastante.
Mesmo em vagas em São Paulo, inglês pode ser diferencial para:
- Ler documentação.
- Participar de calls com fornecedores.
- Trabalhar com times globais.
- Candidatar-se a vagas remotas em dólar.
- Passar em empresas com entrevista técnica em inglês.
Você não precisa soar como nativo. Precisa explicar seu trabalho com clareza.
Treine frases como:
- “I designed a reusable Terraform module for AWS networking.”
- “We reduced deployment time from 30 minutes to 12 minutes.”
- “The main trade-off was between flexibility and standardization.”
- “Our internal platform helped developers create new services with less manual work.”
Para vagas de $80k, $100k ou $130k por ano, inglês pesa muito. Às vezes é a diferença entre disputar só São Paulo e disputar mercado global.
O que colocar no LinkedIn#
Seu LinkedIn precisa bater com o currículo.
No título, não use só “DevOps”. Seja mais específico.
Exemplos:
- “Platform Engineer | AWS, Kubernetes, Terraform, CI/CD”
- “Senior DevOps Engineer | Platform Engineering | SRE | AWS”
- “Cloud Platform Engineer | Kubernetes, GitOps, Observability”
No “Sobre”, coloque um resumo parecido com o currículo, mas mais conversado.
Exemplo:
“Trabalho com Platform Engineering, cloud e automação, ajudando times de desenvolvimento a entregar software com mais segurança e menos atrito. Tenho experiência com AWS, Kubernetes, Terraform, CI/CD e observabilidade, criando pipelines, módulos reutilizáveis e padrões usados por múltiplas squads.”
Depois, na experiência, use bullets com impacto.
E se você tiver projetos no GitHub, coloque em destaque.
Vale aceitar vaga híbrida em São Paulo?#
Depende.
Muitas empresas de São Paulo estão no modelo híbrido, 1 a 3 dias por semana no escritório. Para quem mora perto, pode ser bom. Para quem está em Campinas, Santos, ABC, interior ou outro estado, muda bastante.
Antes de aceitar, pergunte:
- Quantos dias presenciais por semana?
- Isso é política fixa ou depende do gestor?
- O time realmente vai ao escritório?
- Existe plantão?
- O plantão é pago?
- Qual a frequência de incidentes fora do horário?
- O salário compensa transporte e tempo?
- Há flexibilidade em semanas específicas?
Uma vaga de R$25k híbrida 3x por semana pode ser ótima para uma pessoa e péssima para outra.
O importante é não descobrir depois.
Como se posicionar para ganhar mais#
Se você quer sair da faixa de R$12k para R$20k, ou de R$20k para R$30k, precisa mudar a forma como se apresenta.
Não é só “aprender mais ferramentas”.
É mostrar que você resolve problemas caros.
Problemas caros são:
- Deploy lento.
- Incidente recorrente.
- Cloud cara.
- Baixa produtividade de dev.
- Falta de padrão.
- Risco de segurança.
- Ambiente difícil de reproduzir.
- Onboarding técnico demorado.
- Times dependentes de chamados manuais.
Se você consegue dizer “eu resolvi isso”, seu valor sobe.
Monte suas histórias com números:
- Quantos times usaram?
- Quanto tempo reduziu?
- Quantos serviços migraram?
- Quantos pipelines padronizados?
- Quanto custo caiu?
- Quantos incidentes diminuíram?
- Quanto tempo de onboarding foi economizado?
Mesmo números aproximados ajudam, desde que sejam honestos.
Resumo prático para 2026#
Se você quer buscar vagas de Platform Engineer em São Paulo em 2026, foque nestes pontos:
- Aprenda bem uma cloud, AWS, Azure ou GCP.
- Tenha prática real com Kubernetes.
- Use Terraform em projetos organizados.
- Entenda CI/CD além do básico.
- Saiba falar de observabilidade e incidentes.
- Pense na plataforma como produto interno.
- Meça impacto, não só atividade.
- Ajuste currículo para ATS e vaga.
- Prepare histórias de projetos e decisões.
- Melhore inglês se quiser vagas melhores e remotas.
Platform Engineering é uma área ótima para quem gosta de construir sistemas que ajudam outros engenheiros a trabalhar melhor. É técnica, sim, mas também exige empatia, clareza e visão de produto.
E isso é uma boa notícia. Porque muita gente ainda está presa no currículo genérico de “DevOps com Docker e Jenkins”. Se você mostrar impacto, plataforma, experiência do desenvolvedor e resultado de negócio, você já se destaca.
Antes de se candidatar para Itaú, Nubank, Stone, iFood, Magalu, Globo ou qualquer vaga remota em dólar, faça um favor para você: confira se seu currículo passa bem por filtros automáticos e se está alinhado com a vaga.
Use o verificador gratuito da JobRise para revisar seu currículo agora: https://jobrise.io/pt/free-ats-checker/
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Mande para quem tem entrevista esta semana.
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