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TypeScript Roadmap 2026: Do JavaScript ao Emprego

JobRise Team20 min read

162 candidaturas por oferta, média de 2026.

TypeScript Roadmap 2026: Do JavaScript ao Empregojobrise.io

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Você abre o LinkedIn e parece que todo mundo já sabe TypeScript, já trabalha remoto, já ganha em dólar e já tem um GitHub bonito. Enquanto isso, você olha para o seu JavaScript, entende uma parte, copia outra, e pensa: “será que ainda dá tempo de entrar no mercado em 2026?”

Dá tempo, sim.

Mas tem um detalhe importante: aprender TypeScript “por aprender” não é o melhor caminho. Se o seu objetivo é emprego, você precisa estudar na ordem certa, montar projetos que recrutadores entendem, falar a língua das vagas e mostrar sinais de senioridade mesmo sendo júnior.

Este roadmap é para você que já viu JavaScript, talvez já fez um CRUD, talvez já brincou com React, mas sente que falta estrutura para transformar isso em vaga real. Vamos do JavaScript ao TypeScript com foco em carreira, currículo, entrevistas e projetos.

Por que TypeScript virou quase obrigatório em 2026#

Se você procura vagas de front-end, back-end Node.js ou full stack, vai ver TypeScript aparecendo o tempo todo. Itaú, Nubank, Stone, iFood, Magalu, Globo, startups menores e empresas gringas usando times remotos, todas elas tratam TypeScript como padrão em muitos projetos.

O motivo é simples: JavaScript é flexível demais.

Isso é ótimo para começar, mas em sistemas grandes vira dor de cabeça. TypeScript entra para reduzir erros, melhorar manutenção e deixar o código mais previsível.

Na prática, empresas usam TypeScript porque ele ajuda em coisas como:

  • Evitar bugs bobos antes de rodar o código.
  • Melhorar autocomplete no VS Code.
  • Facilitar onboarding de novos devs.
  • Documentar melhor formatos de dados.
  • Reduzir retrabalho em APIs, componentes e regras de negócio.
  • Dar mais segurança em projetos com várias pessoas mexendo ao mesmo tempo.

E isso tem impacto direto em contratação.

Uma vaga júnior ou pleno de front-end React em São Paulo, remoto ou híbrido, pode pedir JavaScript, TypeScript, React, testes e consumo de API. Salários comuns variam de R$4k a R$8k para júnior com boa base, R$8k a R$15k para pleno, e R$15k a R$25k ou mais para sênior em empresas maiores.

Para vagas internacionais, é comum ver posições React ou Node com TypeScript pagando $50k a $100k por ano, dependendo de inglês, experiência e fuso horário.

Ou seja, TypeScript não é só “mais uma tecnologia”. Ele virou um filtro.

Antes de TypeScript: arrume sua base de JavaScript#

Aqui vai uma verdade que pouca gente gosta de ouvir: TypeScript não salva JavaScript fraco.

Se você não entende funções, arrays, objetos, promises e módulos, TypeScript vai parecer um monte de erro vermelho sem sentido. Então o primeiro passo do roadmap 2026 é reforçar o JavaScript que realmente aparece no trabalho.

Você não precisa saber tudo da linguagem. Você precisa saber bem o que empresas usam no dia a dia.

JavaScript essencial para emprego

Priorize estes tópicos:

  1. Variáveis e escopo
    let, const, escopo de bloco, hoisting básico.

  2. Funções
    Funções normais, arrow functions, parâmetros, retorno, callbacks.

  3. Arrays
    map, filter, reduce, find, some, every, sort.

  4. Objetos
    Criação, destructuring, spread, optional chaining.

  5. Assíncrono
    Promise, async/await, try/catch, chamadas HTTP.

  6. Módulos
    import, export, organização de arquivos.

  7. Manipulação de erro
    Erros esperados, validação, mensagens úteis.

  8. JSON e APIs
    Formatos de dados, request, response, status code.

Se você quer trabalhar com React, arrays e objetos são o pão com manteiga. Quase todo componente renderiza listas, recebe props, filtra dados ou transforma resposta de API.

Se você quer Node.js, promises, módulos, erros e JSON aparecem todo dia.

Um teste simples para saber se você está pronto

Antes de ir para TypeScript, tente fazer isto em JavaScript puro:

  • Consumir uma API pública.
  • Mostrar uma lista de itens na tela.
  • Criar busca por texto.
  • Criar filtro por categoria.
  • Tratar loading e erro.
  • Separar o código em arquivos.

Se você consegue fazer isso sem depender 100% de tutorial, já pode entrar em TypeScript.

Se ainda trava muito, tudo bem. Passe uma ou duas semanas reforçando JavaScript. Isso vai economizar meses de confusão depois.

O que aprender primeiro em TypeScript#

TypeScript pode parecer enorme, mas para conseguir emprego você não precisa começar por coisas avançadas. Você precisa dominar o que aparece em código real.

A sequência ideal é esta:

  1. Tipos primitivos.
  2. Arrays e objetos tipados.
  3. Type aliases.
  4. Interfaces.
  5. Union types.
  6. Optional properties.
  7. Funções tipadas.
  8. Generics básicos.
  9. Tipagem de APIs.
  10. TypeScript com React ou Node.

Vamos por partes.

Tipos primitivos

Comece com o básico:

const nome: string = "Ana";
const idade: number = 28;
const ativo: boolean = true;

Você logo vai perceber que nem sempre precisa escrever o tipo. TypeScript infere muita coisa.

const empresa = "Nubank";

Aqui ele já entende que empresa é string.

Mas para estudo, vale escrever os tipos no começo. Isso treina seu cérebro.

Arrays e objetos

Arrays aparecem o tempo todo.

const salarios: number[] = [4000, 8000, 15000];
const empresas: string[] = ["Itaú", "Stone", "iFood"];

Objetos são ainda mais importantes:

const candidato: {
  nome: string;
  cargo: string;
  salarioPretendido: number;
} = {
  nome: "Lucas",
  cargo: "Desenvolvedor Front-end",
  salarioPretendido: 7000,
};

Só que escrever esse formato toda hora fica ruim. Aí entram type e interface.

Type aliases e interfaces

Você pode criar um tipo reutilizável:

type Candidato = {
  nome: string;
  cargo: string;
  salarioPretendido: number;
  remoto: boolean;
};

Depois usa assim:

const candidato: Candidato = {
  nome: "Marina",
  cargo: "Dev React Júnior",
  salarioPretendido: 6000,
  remoto: true,
};

Interface é parecida:

interface Vaga {
  empresa: string;
  titulo: string;
  salario: number;
  remoto: boolean;
}

No mercado, você vai ver os dois. Não perca tempo em briga de internet sobre qual é melhor. Aprenda a ler e usar os dois.

Union types

Union type permite mais de uma possibilidade.

type StatusVaga = "aberta" | "fechada" | "pausada";

Isso é muito útil porque evita valores errados.

const status: StatusVaga = "aberta";

Se você tentar colocar "finalizada", o TypeScript reclama.

Em sistemas reais, isso aparece em status de pedido, status de pagamento, tipo de usuário, permissões e etapas de cadastro.

Optional properties

Nem todo dado vem sempre preenchido.

type Perfil = {
  nome: string;
  linkedin?: string;
  github?: string;
};

O ? diz que o campo é opcional.

Isso aparece muito quando você consome APIs. Às vezes o usuário tem foto, às vezes não. Às vezes tem telefone, às vezes não.

Como estudar TypeScript sem virar refém de curso#

Curso ajuda, mas não pode ser o seu único plano. Muita gente termina 40 horas de aula e ainda não consegue criar um projeto próprio.

O melhor caminho é alternar teoria curta com prática real.

Faça assim:

  1. Veja uma aula de 20 a 40 minutos.
  2. Reescreva os exemplos sem copiar.
  3. Aplique em um mini projeto.
  4. Quebre o código de propósito.
  5. Leia os erros do TypeScript.
  6. Corrija sem pedir resposta pronta ao ChatGPT.
  7. Faça um commit no GitHub.

A parte mais valiosa está nos erros.

Quando o TypeScript reclama, ele está te ensinando como pensar em contrato de dados. E empresa gosta disso, porque trabalho profissional é cheio de contrato: componente espera uma prop, endpoint devolve um objeto, função exige certo formato.

Uma rotina de 30 dias para sair do zero em TypeScript

Se você já sabe JavaScript básico, use este plano:

Semana 1: fundamentos

  • Dia 1: tipos primitivos e inferência.
  • Dia 2: arrays e objetos.
  • Dia 3: type e interface.
  • Dia 4: funções tipadas.
  • Dia 5: union types.
  • Dia 6: optional properties.
  • Dia 7: revisão e exercícios.

Semana 2: prática com dados

  • Tipar resposta de API.
  • Criar tipos para usuário, produto, pedido e pagamento.
  • Usar fetch com TypeScript.
  • Tratar loading, erro e dados vazios.
  • Criar funções utilitárias tipadas.

Semana 3: React com TypeScript

  • Componentes com props tipadas.
  • Estado com useState.
  • Eventos de formulário.
  • Listas tipadas.
  • Custom hooks simples.
  • Formulário com validação.

Semana 4: projeto de portfólio

  • Criar aplicação completa.
  • Documentar no README.
  • Subir no GitHub.
  • Publicar na Vercel.
  • Escrever aprendizados no LinkedIn.
  • Ajustar currículo com palavras-chave.

No fim de 30 dias, você não vira sênior. Mas vira alguém que consegue conversar sobre TypeScript com muito mais segurança.

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TypeScript com React: o caminho mais comum para front-end#

Se o seu foco é front-end, React com TypeScript é uma combinação muito pedida.

Empresas como iFood, Magalu, Stone e Globo costumam ter produtos com várias telas, componentes compartilhados, design systems e consumo pesado de APIs. TypeScript ajuda a evitar que um componente receba dados errados e quebre em produção.

O que você precisa saber em React com TypeScript

Comece por estes pontos:

  • Tipar props de componentes.
  • Tipar listas.
  • Tipar estado com useState.
  • Tipar eventos de formulário.
  • Tipar respostas de API.
  • Criar tipos compartilhados.
  • Entender quando deixar o TypeScript inferir.

Um exemplo simples:

type CardVagaProps = {
  titulo: string;
  empresa: string;
  salario: string;
  remoto: boolean;
};

function CardVaga({ titulo, empresa, salario, remoto }: CardVagaProps) {
  return (
    <article>
      <h3>\{titulo\}</h3>
      <p>\{empresa\}</p>
      <p>\{salario\}</p>
      <p>{remoto ? "Remoto" : "Presencial"}</p>
    </article>
  );
}

Isso parece simples, mas já mostra algo profissional: seu componente tem um contrato claro.

Se outro dev tentar usar salario como número quando deveria ser texto, ou esquecer empresa, o TypeScript avisa.

Eventos e formulários

Formulários são onde muita gente trava.

Você não precisa decorar todos os tipos. Mas precisa saber pesquisar e entender o padrão.

function BuscaVagas() {
  const [termo, setTermo] = useState("");

  function handleChange(event: React.ChangeEvent<HTMLInputElement>) {
    setTermo(event.target.value);
  }

  return <input value=\{termo\} onChange=\{handleChange\} />;
}

No começo parece chato. Depois você percebe que ajuda muito, principalmente em formulários grandes.

Projeto React ideal para vaga júnior

Um bom projeto não precisa ser gigante. Precisa parecer trabalho real.

Faça uma aplicação chamada, por exemplo, “Painel de Vagas Tech”.

Funcionalidades:

  1. Listar vagas.
  2. Buscar por cargo.
  3. Filtrar por remoto, híbrido ou presencial.
  4. Filtrar por faixa salarial.
  5. Ver detalhes da vaga.
  6. Salvar vagas favoritas.
  7. Mostrar loading e erro.
  8. Ter layout responsivo.
  9. Usar TypeScript em todos os dados.
  10. Ter README explicando decisões.

Use empresas fictícias ou reais em dados mockados, como Itaú, Nubank, Stone, iFood, Magalu e Globo. Coloque salários realistas: R$5k, R$8k, R$12k, R$18k.

Isso ajuda recrutadores a entenderem rápido o que o projeto faz.

TypeScript com Node.js: ótimo para full stack e back-end#

Se você quer back-end ou full stack, TypeScript com Node.js é uma aposta forte.

Muitas empresas usam Node para APIs, integrações, microsserviços, sistemas internos e backends de produtos digitais. Com TypeScript, fica mais fácil manter regras de negócio sem transformar tudo em bagunça.

O que estudar em Node com TypeScript

Priorize:

  • Configuração de projeto com tsconfig.
  • Express ou Fastify.
  • Rotas tipadas.
  • DTOs simples.
  • Validação com Zod.
  • Prisma ou outro ORM.
  • Autenticação básica.
  • Testes de serviços.
  • Tratamento de erros.
  • Variáveis de ambiente.

Você não precisa aprender tudo de uma vez. Mas precisa montar uma API que pareça real.

Projeto back-end para portfólio

Crie uma API de candidaturas.

Funcionalidades:

  1. Cadastro de usuário.
  2. Login.
  3. Criação de vaga.
  4. Listagem de vagas.
  5. Candidatura a uma vaga.
  6. Status da candidatura: enviada, entrevista, proposta, rejeitada.
  7. Validação de dados.
  8. Banco de dados com Prisma.
  9. Testes básicos.
  10. Documentação no README.

Esse projeto conversa diretamente com o mundo de carreira. Fica fácil explicar em entrevista.

Você pode dizer:

“Criei uma API em Node.js com TypeScript para controlar candidaturas. Usei Zod para validação, Prisma para banco e separei regras de negócio em services.”

Essa frase já soa muito melhor do que “fiz uma API seguindo tutorial”.

Generics: aprenda o suficiente para não travar#

Generics assustam, mas você não precisa começar por casos complexos.

Pense em generics como uma forma de criar funções reutilizáveis mantendo o tipo.

Exemplo:

function pegarPrimeiroItem<T>(lista: T[]): T {
  return lista[0];
}

Se você passar uma lista de strings, ele retorna string. Se passar uma lista de números, retorna number.

Em projetos reais, generics aparecem em:

  • Funções utilitárias.
  • Hooks.
  • Tipos de resposta de API.
  • Componentes reutilizáveis.
  • Bibliotecas como React Query.

Um exemplo útil:

type ApiResponse<T> = {
  data: T;
  error: string | null;
};

type Usuario = {
  id: string;
  nome: string;
};

const resposta: ApiResponse<Usuario> = {
  data: {
    id: "1",
    nome: "Camila",
  },
  error: null,
};

Isso ajuda quando várias respostas seguem o mesmo formato, mas o conteúdo muda.

Não tente virar especialista em generics na primeira semana. Aprenda o básico, use em projetos e aprofunde quando encontrar necessidade.

O que colocar no currículo quando você aprende TypeScript#

Aprender a tecnologia é uma parte. Vender bem essa habilidade é outra.

Muita gente coloca no currículo:

“Conhecimento em TypeScript.”

Isso é fraco.

Melhor escrever com contexto:

  • Desenvolvimento de aplicações React com TypeScript, incluindo componentes tipados, consumo de APIs e tratamento de estados de loading e erro.
  • Criação de API REST em Node.js com TypeScript, validação de dados com Zod e persistência com Prisma.
  • Tipagem de entidades, respostas de API e regras de negócio para reduzir erros em tempo de desenvolvimento.
  • Projeto publicado na Vercel com código versionado no GitHub e README técnico.

Percebe a diferença?

Você não está só listando ferramenta. Você está mostrando uso real.

Palavras-chave para ATS

ATS é o sistema que muitas empresas usam para filtrar currículos antes de um humano olhar. Se a vaga pede TypeScript e seu currículo não tem TypeScript escrito exatamente assim, você pode perder ponto.

Inclua palavras-chave como:

  • TypeScript
  • JavaScript
  • React
  • Node.js
  • API REST
  • Git
  • GitHub
  • HTML
  • CSS
  • Testes
  • Jest
  • Prisma
  • Zod
  • SQL
  • PostgreSQL
  • Next.js, se você souber
  • React Query, se você souber

Mas cuidado: não coloque tecnologia que você não consegue explicar minimamente. Recrutador técnico percebe rápido.

Como falar sobre TypeScript na entrevista#

Você não precisa responder como professor. Precisa mostrar raciocínio.

Se perguntarem “por que usar TypeScript?”, uma boa resposta seria:

“Eu uso TypeScript porque ele ajuda a definir contratos claros entre partes do sistema. Em React, por exemplo, consigo tipar props e respostas de API, evitando erros comuns antes de rodar a aplicação. Também melhora autocomplete e facilita manutenção quando o projeto cresce.”

Boa, simples e profissional.

Se perguntarem “qual a diferença entre type e interface?”, você pode responder:

“Os dois servem para descrever formatos de dados. Eu costumo usar type em unions e composições simples, e interface quando faz sentido representar objetos que podem ser estendidos. Mas em muitos casos a escolha depende do padrão do time.”

Isso mostra maturidade. Você não entra em briga desnecessária.

Se perguntarem “o que é generic?”, responda:

“Generic permite criar código reutilizável sem perder informação de tipo. Por exemplo, uma resposta de API pode ter o mesmo formato, mas retornar um usuário, uma vaga ou um pedido. Com generic, eu reaproveito o tipo base e mantenho segurança.”

Erros comuns que atrasam sua contratação#

Vamos falar dos tropeços mais comuns.

1. Estudar TypeScript sem projeto

Só ver aula não fixa. Você precisa aplicar.

Mesmo que seu projeto fique simples, ele te obriga a tomar decisões. E decisão é o que cria experiência.

2. Colocar any em tudo

any desliga boa parte do benefício do TypeScript.

Às vezes você vai usar, especialmente no começo ou ao lidar com biblioteca ruim. Mas se tudo vira any, você só está escrevendo JavaScript com decoração.

Prefira:

  • unknown quando você não sabe o tipo.
  • Tipos próprios quando você conhece o formato.
  • Validação com Zod quando dados vêm de fora.

3. Não ler mensagem de erro

A mensagem do TypeScript pode parecer grande, mas ela geralmente diz exatamente o problema.

Leia de baixo para cima. Procure nomes de propriedades, tipos esperados e tipos recebidos.

4. Fazer projeto sem README

Recrutador e tech lead não têm tempo para adivinhar.

Seu README precisa ter:

  • O que o projeto faz.
  • Tecnologias usadas.
  • Como rodar.
  • Funcionalidades.
  • Prints ou link publicado.
  • O que você aprendeu.
  • Próximos passos.

5. Não conectar estudo com vaga

Você precisa olhar vagas reais toda semana.

Pegue 10 vagas de React TypeScript ou Node TypeScript. Anote os requisitos repetidos. Seu plano de estudo deve responder a isso.

Se 8 de 10 vagas pedem testes, você não pode ignorar testes para sempre.

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Roadmap prático de 90 dias para chegar mais perto da vaga#

Agora vamos juntar tudo em um plano mais realista.

Dias 1 a 15: JavaScript forte

Objetivo: tirar ferrugem e parar de travar no básico.

Faça:

  • Exercícios com arrays e objetos.
  • Mini projetos com API.
  • Revisão de async/await.
  • Manipulação de erros.
  • Git e GitHub todos os dias.

Entregável:

  • Um projeto JavaScript consumindo API e publicado.

Dias 16 a 30: TypeScript base

Objetivo: entender tipos sem depender de cola.

Estude:

  • Primitivos.
  • Arrays.
  • Objetos.
  • Type e interface.
  • Union types.
  • Funções.
  • Optional properties.
  • Generics básicos.

Entregável:

  • Reescrever o projeto JavaScript em TypeScript.

Dias 31 a 55: React com TypeScript

Objetivo: criar interface com cara de produto.

Estude:

  • Props tipadas.
  • Estado.
  • Eventos.
  • Formulários.
  • Hooks.
  • Consumo de API.
  • Componentização.

Entregável:

  • Painel de vagas tech com filtros, favoritos e página de detalhes.

Dias 56 a 75: Back-end ou Next.js

Aqui você escolhe conforme seu foco.

Se quiser front-end, vá de Next.js:

  • Rotas.
  • Server components, se fizer sentido.
  • Client components.
  • Fetch de dados.
  • Deploy.
  • SEO básico.

Se quiser full stack, vá de Node:

  • Express ou Fastify.
  • Rotas.
  • Prisma.
  • Zod.
  • Autenticação.
  • Banco de dados.

Entregável:

  • Projeto full stack simples ou front-end mais completo.

Dias 76 a 90: empregabilidade

Objetivo: transformar estudo em candidatura.

Faça:

  • Ajustar currículo para vagas TypeScript.
  • Melhorar LinkedIn.
  • Escrever README dos projetos.
  • Gravar vídeo curto mostrando projeto.
  • Aplicar para 5 a 10 vagas por dia.
  • Simular entrevistas.
  • Revisar perguntas comuns.
  • Pedir feedback.

Entregável:

  • Currículo otimizado, LinkedIn alinhado e 2 projetos apresentáveis.

Projetos que chamam mais atenção em 2026#

Projetos copiados de tutorial não são proibidos, mas têm menos força. O ideal é pegar uma ideia comum e dar um recorte profissional.

Aqui vão ideias boas:

1. Dashboard financeiro pessoal

Tecnologias:

  • React
  • TypeScript
  • Chart.js ou Recharts
  • LocalStorage ou API
  • Filtros por mês

Funcionalidades:

  • Cadastro de receita e despesa.
  • Categorias.
  • Gráfico de gastos.
  • Saldo mensal.
  • Exportação CSV.

Você pode usar exemplos como salário de R$6k, aluguel de R$1.800, cartão de R$2.200. Fica real.

2. Sistema de candidaturas

Tecnologias:

  • React com TypeScript
  • Node com TypeScript
  • Prisma
  • PostgreSQL
  • Zod

Funcionalidades:

  • Registrar vagas.
  • Status por candidatura.
  • Data de entrevista.
  • Anotações.
  • Filtro por empresa.
  • Métricas de resposta.

Esse projeto é perfeito para explicar em entrevista, porque todo recrutador entende.

3. Clone funcional de página de vagas

Não precisa copiar marca visualmente. Crie uma experiência parecida com sites de emprego.

Funcionalidades:

  • Lista de vagas.
  • Busca.
  • Filtros.
  • Detalhes.
  • Favoritos.
  • Candidatura fake.
  • Responsivo.

Use dados como:

  • Desenvolvedor Front-end Jr, Nubank, R$7k.
  • Full Stack Pleno, Stone, R$12k.
  • Back-end Node Sênior, iFood, R$18k.
  • React Developer remoto, empresa dos EUA, $80k.

4. Sistema de reservas

Pode ser reserva de salas, consultas, horários ou equipamentos.

Mostra que você entende:

  • Datas.
  • Estados.
  • Validação.
  • Conflito de horários.
  • Regras de negócio.

Isso pesa mais do que uma tela bonita sem lógica.

Quanto TypeScript você precisa saber para se candidatar?#

Você não precisa esperar estar “pronto”. Esse dia nunca chega.

Para vagas júnior, você pode começar a se candidatar quando consegue:

  • Ler código TypeScript básico.
  • Criar tipos para objetos.
  • Tipar props em React.
  • Consumir API com tipos.
  • Explicar por que TypeScript ajuda.
  • Resolver erros simples.
  • Criar um projeto publicado.
  • Falar sobre o que você fez sem decorar.

Para pleno, o nível esperado sobe:

  • Arquitetura melhor de tipos.
  • Generics com mais conforto.
  • Testes.
  • Integração com bibliotecas.
  • Boas decisões sobre any, unknown, validação.
  • Experiência em projeto real ou muito próximo disso.

Se você busca remoto internacional, além do TypeScript, invista em inglês técnico. Não precisa falar como nativo. Precisa explicar problema, solução, bloqueio e decisão.

Como se destacar mesmo sem experiência formal#

Se você ainda não teve emprego como dev, precisa criar evidência.

Experiência formal é forte, mas não é o único sinal.

Você pode mostrar:

  • Projetos bem documentados.
  • Commits consistentes.
  • Issues no próprio GitHub.
  • Pull requests em projeto pessoal.
  • Posts técnicos no LinkedIn.
  • Participação em comunidades.
  • Freelances pequenos.
  • Contribuições open source simples.
  • Estudos de caso dos seus projetos.

Um post no LinkedIn pode ser simples:

“Refatorei meu projeto de vagas de JavaScript para TypeScript. O maior ganho foi tipar a resposta da API e evitar erro em campos opcionais, como salário e modelo de trabalho. Também criei tipos para status da candidatura: enviada, entrevista, proposta e rejeitada.”

Isso mostra aprendizado aplicado.

E chama mais atenção do que postar só certificado.

Seu plano de ação para esta semana#

Se você chegou até aqui, não transforme este roadmap em mais uma aba aberta.

Faça o seguinte nos próximos 7 dias:

  1. Escolha seu foco: front-end, back-end ou full stack.
  2. Separe 1 hora por dia.
  3. Revise arrays, objetos e async/await em JavaScript.
  4. Crie um projeto pequeno com lista de vagas.
  5. Adicione TypeScript.
  6. Crie tipos para vaga, empresa e candidatura.
  7. Suba no GitHub.
  8. Escreva um README simples.
  9. Publique no LinkedIn o que você aprendeu.
  10. Atualize seu currículo com TypeScript.

Não precisa ficar perfeito. Precisa existir.

Perfeccionismo é um jeito elegante de continuar parado.

Fechando: TypeScript é ponte, não troféu#

TypeScript não é o objetivo final. O objetivo é conseguir trabalhar melhor, entrar em processos seletivos mais fortes e aumentar suas chances de receber propostas.

Em 2026, saber TypeScript te coloca mais perto das vagas reais de React, Node, Next.js e full stack. Mas o que contrata você é o conjunto: base de JavaScript, projetos claros, currículo bem escrito, LinkedIn coerente, comunicação e constância.

Se você estudar na ordem certa, criar projetos com cara de produto e se candidatar com estratégia, dá para sair do “estou aprendendo” e chegar no “tenho uma entrevista semana que vem”.

E antes de mandar currículo para Itaú, Nubank, Stone, iFood, Magalu, Globo ou aquela vaga remota pagando $80k, faça um favor para você mesmo: confira se seu currículo passa pelos filtros automáticos.

Use o verificador gratuito da JobRise para analisar seu currículo e encontrar melhorias antes de aplicar: https://jobrise.io/pt/free-ats-checker/

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