Vagas de Backend Developer em Dublin 2026: Guia Prático
162 candidaturas por oferta, média de 2026.
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Você quer uma vaga de Backend Developer em Dublin em 2026, mas bate aquela dúvida bem real: “meu inglês é suficiente?”, “quanto dá para ganhar?”, “preciso estar na Irlanda antes?”, “meu currículo passa pelo filtro das empresas?”. Se você já abriu LinkedIn, viu 300 candidaturas em uma vaga e fechou a aba com ansiedade, relaxa, dá para montar um plano bem mais inteligente.
Vagas de Backend Developer em Dublin 2026: Guia Prático#
Dublin continua sendo um dos centros de tecnologia mais fortes da Europa. Empresas como Google, Meta, Amazon, Microsoft, Stripe, Workday, HubSpot, TikTok e Mastercard têm operação relevante na cidade ou na Irlanda.
Ao mesmo tempo, a concorrência ficou mais madura. Em 2026, não basta dizer “sei Java” ou “trabalho com APIs”. As empresas querem gente que entrega sistemas confiáveis, entende nuvem, sabe explicar decisões técnicas e consegue trabalhar bem em times internacionais.
Neste guia, vou te mostrar o que realmente importa para buscar vagas de Backend Developer em Dublin em 2026: salários, tecnologias, visto, inglês, currículo, entrevistas e estratégia de candidatura.
Por que Dublin ainda vale a pena para Backend Developers?#
Dublin é cara, sim. Aluguel pesa, mercado é competitivo e a adaptação pode ser cansativa.
Mas para Backend Developers, a cidade ainda tem três vantagens fortes:
- Muitas empresas globais em um raio pequeno
- Salários em euro acima da média brasileira
- Experiência internacional que valoriza seu perfil no mundo todo
Um Backend Developer pleno que ganha R$15k no Brasil pode olhar para Dublin e encontrar vagas entre €55k e €75k por ano. Um sênior pode mirar algo entre €75k e €105k, dependendo da empresa, stack e experiência.
Em big techs e fintechs fortes, a remuneração total pode subir com bônus e ações. Não é raro ver pacotes acima de €110k para Senior Backend Engineer em empresas como Amazon, Stripe, Workday ou Google, embora a seleção seja bem exigente.
Comparando com mercados como São Paulo, onde Itaú, Nubank, Stone, iFood, Magalu e Globo também pagam bem para tecnologia, Dublin ganha principalmente no fator moeda forte e exposição internacional.
Mas atenção: salário maior não significa vida automaticamente mais confortável. O custo de moradia em Dublin pode assustar.
Quanto ganha um Backend Developer em Dublin em 2026?#
Os valores variam por empresa, tipo de contrato, senioridade e se existe bônus ou stock options. Ainda assim, dá para usar esta faixa como referência prática:
Júnior Backend Developer
Faixa comum:
- €38k a €50k por ano
- Em reais, algo perto de R$225k a R$295k por ano, dependendo do câmbio
- Normalmente exige base sólida, mas pouca experiência profissional
Para brasileiros, vagas júnior são mais difíceis se você precisa de visto, porque empresas tendem a patrocinar profissionais mais experientes. Se você está no começo, uma estratégia melhor pode ser conseguir experiência no Brasil antes, por exemplo em empresas como Itaú, Stone, iFood, Nubank ou consultorias com clientes internacionais.
Pleno Backend Developer
Faixa comum:
- €55k a €75k por ano
- Algumas fintechs e empresas SaaS podem pagar mais
- Exige independência, experiência com produção e boa comunicação
Esse é um nível bem interessante para brasileiros com 3 a 5 anos de experiência. Se você já mexeu com sistemas de alto tráfego, microsserviços, AWS, filas, testes e observabilidade, seu perfil começa a ficar competitivo.
Senior Backend Developer
Faixa comum:
- €75k a €105k por ano
- Em empresas mais fortes, pode passar de €120k em remuneração total
- Exige liderança técnica, decisões de arquitetura e impacto em produto
Aqui, seu currículo precisa mostrar resultado. Não basta listar tecnologias. Você precisa contar que reduziu latência, melhorou disponibilidade, cortou custo de cloud, liderou migração ou aumentou conversão.
Exemplo bom:
- “Reduzi o tempo médio de resposta de APIs críticas de 900ms para 280ms em um sistema com 2 milhões de usuários mensais.”
- “Liderei migração de monólito Java para microsserviços em Kubernetes, reduzindo incidentes em produção em 35%.”
Principais stacks para Backend Developer em Dublin#
Dublin tem muita vaga para backend, mas algumas stacks aparecem com frequência bem maior.
Java e Spring Boot
Java continua muito forte na Irlanda. Bancos, fintechs, empresas de pagamentos, seguradoras e grandes plataformas usam Java pesado.
Você vai ver Java em empresas como:
- Mastercard
- Workday
- Amazon
- JPMorgan
- Accenture
- Fidelity
- AIB
- Bank of Ireland
Se você vem de Itaú, Bradesco, Santander, Stone, Cielo ou algum ambiente financeiro no Brasil, Java pode ser seu caminho mais direto.
O que estudar:
- Java moderno, pelo menos Java 17
- Spring Boot
- REST APIs
- Kafka ou RabbitMQ
- PostgreSQL, MySQL ou Oracle
- Testes com JUnit e Mockito
- Docker e Kubernetes
- AWS ou Azure
Python
Python aparece bastante em plataformas de dados, automação, APIs internas, machine learning engineering e empresas SaaS.
Para backend puro, Python costuma vir com:
- Django
- FastAPI
- Flask
- Celery
- PostgreSQL
- Redis
- AWS
Se você quer trabalhar em empresas mais orientadas a produto, Python com FastAPI e cloud pode ser uma boa combinação.
Node.js e TypeScript
Node.js com TypeScript aparece bastante em startups, scale-ups e times de produto.
Você pode encontrar vagas em empresas de delivery, marketplaces, ferramentas B2B, SaaS e plataformas internas.
Se você vem de um ambiente como iFood, Magalu, VTEX, Loft ou startups brasileiras, seu background pode conversar bem com esse mercado.
Foques importantes:
- TypeScript de verdade, não só “JavaScript com tipo”
- Arquitetura de APIs
- Mensageria
- Testes
- Observabilidade
- Segurança básica
- Performance
.NET e C#
Dublin também tem um mercado bom para .NET, especialmente por causa de Microsoft, empresas corporativas, seguros, bancos e consultorias.
Se você tem experiência com .NET Core, Azure, SQL Server e sistemas corporativos, vale muito olhar esse caminho.
Go
Go aparece menos que Java e Python, mas costuma pagar bem quando aparece. É comum em infraestrutura, fintech, plataformas de alta performance e empresas cloud-native.
Se você já trabalha com Go no Brasil em uma empresa como Nubank, Mercado Livre, Stone ou uma fintech, pode ter um perfil bem interessante para Dublin.
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O que empresas de Dublin esperam de um Backend Developer em 2026?#
O mercado em 2026 está mais exigente porque muitas empresas aprenderam a contratar remoto, a filtrar melhor e a entrevistar com mais método.
Você precisa mostrar que consegue fazer mais do que escrever endpoint.
1. Pensamento de produto
Mesmo em backend, você precisa entender impacto no usuário.
Um bom backend developer não fala só:
- “Criei uma API em Java.”
Fala também:
- “Criei uma API que reduziu o tempo de checkout em 18%.”
- “Melhorei a confiabilidade do pagamento em horários de pico.”
- “Diminuí falhas em integrações com parceiros externos.”
Empresas como iFood, Nubank, Stone e Magalu valorizam isso no Brasil. Em Dublin, é igual ou até mais importante.
2. Experiência com sistemas em produção
Entrevistadores querem saber:
- Como você lida com incidente?
- Como monitora serviço?
- Como faz rollback?
- Como evita deploy quebrado?
- Como investiga latência?
- Como decide entre SQL e NoSQL?
Se você só fala de curso e projeto pessoal, fica difícil para uma vaga pleno ou sênior.
3. Cloud e DevOps básico
Você não precisa ser DevOps Engineer, mas precisa entender o ambiente onde seu código roda.
Conhecimentos úteis:
- AWS, Azure ou GCP
- Docker
- Kubernetes básico
- CI/CD
- Logs e métricas
- Terraform básico
- Segurança de secrets
- Escalabilidade horizontal
AWS é muito comum em Dublin, mas Azure também aparece bastante, principalmente em empresas que usam .NET ou ferramentas Microsoft.
4. Comunicação clara em inglês
Você não precisa ter sotaque perfeito. Precisa conseguir explicar decisões técnicas com clareza.
Se você trava ao explicar sua experiência, comece treinando respostas para perguntas comuns:
- “Tell me about a challenging backend project.”
- “How do you handle production incidents?”
- “Describe a system you designed.”
- “How do you ensure API reliability?”
- “Tell me about a time you disagreed with a technical decision.”
Não decore texto. Treine estrutura.
Uma resposta boa tem:
- Contexto
- Problema
- O que você fez
- Resultado
- Aprendizado
Visto e permissão de trabalho na Irlanda#
Aqui está uma parte que muita gente evita, mas ela define sua estratégia.
A Irlanda tem permissões de trabalho para profissionais qualificados. Tecnologia costuma entrar em áreas com demanda, mas as regras podem mudar. Antes de aplicar, confira sempre fontes oficiais do governo irlandês.
Na prática, existem alguns cenários comuns.
Você já tem cidadania europeia
Esse é o caminho mais simples. Com passaporte europeu, você pode trabalhar na Irlanda sem precisar de patrocínio de visto de trabalho.
Nesse caso, sua candidatura fica mais competitiva porque a empresa não precisa passar por burocracia adicional.
Você está no Brasil e precisa de patrocínio
É possível, mas normalmente mais difícil. Empresas tendem a patrocinar candidatos com experiência forte, inglês bom e senioridade.
Se esse é seu caso, você precisa fazer seu perfil parecer “baixo risco”:
- Currículo em inglês impecável
- LinkedIn completo
- Experiência com tecnologias buscadas
- Projetos com impacto mensurável
- Inglês suficiente para entrevista técnica
- Disponibilidade clara para relocação
No currículo, você pode colocar algo como:
- “Open to relocation to Dublin, Ireland.”
- “Eligible for work permit sponsorship.”
- “Available for international relocation with notice period of 60 days.”
Mas não invente cidadania, permissão ou endereço na Irlanda se você não tem.
Você estuda na Irlanda
Muita gente vai para a Irlanda estudar inglês ou fazer pós-graduação e tenta entrar no mercado local.
Essa rota pode funcionar, mas exige planejamento financeiro. Dublin é cara, e procurar vaga enquanto trabalha em emprego temporário pode ser bem puxado.
Se você já está aí, use tudo a seu favor:
- Meetups
- Eventos de tecnologia
- Indicações
- Recrutadores locais
- Comunidades brasileiras
- LinkedIn com localização em Dublin
Como montar um currículo para vagas em Dublin#
O currículo para Dublin precisa ser direto, em inglês e focado em impacto.
Evite currículo de 4 páginas com lista infinita de cursos. Para backend, normalmente 1 a 2 páginas funcionam bem.
Estrutura recomendada
Use esta ordem:
- Nome, cidade, e-mail, LinkedIn, GitHub
- Headline profissional
- Resumo curto
- Experiência profissional
- Habilidades técnicas
- Educação
- Certificações, se forem relevantes
Exemplo de headline
Em vez de:
- “Desenvolvedor Backend”
Use:
- “Backend Developer | Java, Spring Boot, AWS, Kafka | 5 years building scalable APIs”
- “Senior Backend Engineer | Node.js, TypeScript, PostgreSQL, AWS | Payments and high-traffic systems”
Resumo bom
Exemplo:
“Backend Developer with 5 years of experience building APIs, payment integrations and event-driven systems using Java, Spring Boot, Kafka and AWS. Experienced in production support, performance optimization and distributed systems in fintech and e-commerce environments.”
Esse tipo de resumo ajuda recrutadores a entenderem rápido se você combina com a vaga.
Experiência com bullets fortes
Cada experiência deve ter bullets com resultado.
Evite:
- “Responsável pelo desenvolvimento de APIs.”
- “Atuei com banco de dados.”
- “Participei de reuniões com o time.”
Prefira:
- “Built and maintained Java/Spring Boot APIs processing 500k daily transactions for a payments platform.”
- “Reduced API response time by 45% by optimizing PostgreSQL queries and adding Redis caching.”
- “Implemented Kafka-based event processing, improving reliability of asynchronous order updates.”
- “Created automated tests and CI/CD pipelines, reducing deployment failures by 30%.”
Se você trabalhou em empresas brasileiras conhecidas, use isso bem. Itaú, Nubank, Stone, iFood, Magalu, Globo, Mercado Livre e PicPay são nomes que podem chamar atenção se você explicar escala e impacto.
Como adaptar seu LinkedIn para Dublin#
Seu LinkedIn precisa conversar com recrutadores internacionais.
Faça o básico muito bem:
- Perfil em inglês
- Título claro
- “Open to Work” ajustado para Dublin
- Experiências com resultados
- Competências certas
- URL personalizada
- Foto profissional simples
- Sobre com palavras-chave
Palavras-chave importantes
Inclua termos que recrutadores buscam:
- Backend Engineer
- Backend Developer
- Software Engineer
- Java
- Spring Boot
- Node.js
- TypeScript
- Python
- AWS
- Kubernetes
- Docker
- Kafka
- PostgreSQL
- Microservices
- Distributed Systems
- REST APIs
- CI/CD
- System Design
Não coloque tecnologia que você não sabe defender em entrevista. Isso pode virar contra você.
Onde encontrar vagas de Backend Developer em Dublin#
Não fique só no LinkedIn. Use várias fontes.
Sites úteis
- LinkedIn Jobs
- Indeed Ireland
- IrishJobs.ie
- Jobs.ie
- Glassdoor
- Wellfound, para startups
- Otta, dependendo da disponibilidade
- Páginas de carreira das empresas
Empresas para monitorar
Crie uma lista e acompanhe semanalmente:
- Amazon
- Microsoft
- Stripe
- Workday
- HubSpot
- Mastercard
- TikTok
- Toast
- Intercom
- Personio
- MongoDB
- Salesforce
- Accenture
- Deloitte
- Fidelity
- AIB
- Bank of Ireland
Além disso, olhe consultorias e empresas com times de engenharia internos. Às vezes, a primeira vaga internacional vem por uma consultoria, e depois você migra para produto.
Estratégia de candidatura
Não aplique em 200 vagas do mesmo jeito. Isso queima energia e raramente funciona.
Use uma regra simples:
- 10 vagas muito alinhadas por semana, com currículo adaptado
- 20 conexões novas no LinkedIn, com mensagem curta
- 5 mensagens para recrutadores
- 2 simulações de entrevista técnica
- 1 revisão semanal do currículo
Mensagem simples para recrutador:
“Hi Sarah, I’m a Backend Developer with 5 years of experience in Java, Spring Boot, AWS and Kafka, mainly in payments and high-traffic systems. I’m exploring Backend Engineer opportunities in Dublin and would be happy to connect. Thanks.”
Curta, clara e sem parecer desespero.
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Como se preparar para entrevistas técnicas#
As entrevistas em Dublin costumam combinar recrutador, conversa técnica, teste prático e system design, principalmente para pleno e sênior.
Etapa 1: conversa com recrutador
Aqui avaliam:
- Inglês
- Motivação
- Expectativa salarial
- Disponibilidade
- Visto
- Fit geral
Tenha respostas prontas para:
- Por que Dublin?
- Por que essa empresa?
- Qual sua expectativa salarial?
- Você precisa de sponsorship?
- Quando poderia começar?
Para expectativa salarial, você pode dizer:
“For Backend Developer roles in Dublin, I’m currently considering opportunities in the range of €70k to €85k, depending on the full package, responsibilities and benefits.”
Ajuste o valor para sua senioridade.
Etapa 2: entrevista técnica
Pode envolver perguntas sobre sua stack.
Para Java:
- Spring Boot
- JPA e Hibernate
- Concorrência
- Streams
- JVM básico
- Testes
- Transações
- Kafka
- APIs REST
Para Node.js:
- Event loop
- Promises
- TypeScript
- Express ou NestJS
- Testes
- Performance
- Segurança
- Filas
- Banco de dados
Para Python:
- Django ou FastAPI
- Async
- ORM
- Testes
- Performance
- Celery
- Tipagem
- Design de APIs
Etapa 3: coding challenge
Você pode pegar LeetCode, HackerRank ou exercício prático.
Para Dublin, foque em:
- Arrays e strings
- Hash maps
- Two pointers
- Sliding window
- Stack e queue
- Trees básico
- Recursion
- Sorting
- Big O
- Testes automatizados
Você não precisa virar competidor de programação. Mas precisa resolver problemas médios com calma e explicar raciocínio.
Etapa 4: system design
Para sênior, isso pesa bastante.
Treine desenhar sistemas como:
- Encurtador de URL
- Sistema de pedidos de delivery
- API de pagamentos
- Feed de notícias
- Sistema de notificações
- Plataforma de upload de vídeos
- Rate limiter
- Serviço de autenticação
Na entrevista, não saia desenhando tudo de uma vez.
Siga roteiro:
- Requisitos funcionais
- Requisitos não funcionais
- Estimativas simples
- API
- Modelo de dados
- Arquitetura
- Escalabilidade
- Falhas e monitoramento
- Trade-offs
Fale de trade-offs como uma pessoa experiente:
- SQL vs NoSQL
- Monólito vs microsserviços
- Cache vs consistência
- Síncrono vs assíncrono
- Custo vs performance
- Simplicidade vs flexibilidade
Inglês para Backend Developer: o nível real necessário#
Você não precisa soar como nativo. Mas precisa trabalhar em inglês todo dia.
Na prática, busque pelo menos um B2 funcional.
Você deve conseguir:
- Explicar um bug
- Defender uma decisão técnica
- Pedir ajuda
- Discordar com educação
- Escrever documentação
- Participar de daily
- Fazer apresentação curta
- Entender sotaques diferentes
Um exercício útil é gravar você respondendo perguntas técnicas em inglês por 2 minutos.
Pergunta:
“Can you describe a backend project you are proud of?”
Resposta estruturada:
- “The project was…”
- “The main challenge was…”
- “My role was…”
- “I implemented…”
- “The result was…”
- “What I learned was…”
Faça isso 3 vezes por semana. Em 2 meses, você sente diferença.
Custo de vida em Dublin: cuidado com a conta#
Antes de aceitar uma oferta, faça conta real.
Dublin tem aluguel alto. Um quarto em casa compartilhada pode ficar entre €800 e €1.300 por mês, dependendo da região. Um apartamento de um quarto pode passar de €1.800 a €2.400.
Custos mensais aproximados para uma pessoa:
- Quarto compartilhado: €900 a €1.300
- Alimentação: €300 a €500
- Transporte: €100 a €160
- Celular e internet: €30 a €70
- Lazer: €200 a €500
- Contas e extras: €150 a €300
Um salário de €65k pode parecer enorme comparado ao Brasil, mas depois de impostos e aluguel, a vida pode ficar confortável, não luxuosa.
Se você tem família, a conta muda bastante. Creche, aluguel maior e saúde precisam entrar na decisão.
Como negociar salário em Dublin#
Muita gente perde dinheiro por medo de negociar.
Você não precisa ser agressivo. Só precisa ser profissional.
Antes da entrevista final, pesquise:
- Glassdoor
- Levels.fyi
- LinkedIn Salary, quando disponível
- Relatos de recrutadores
- Faixas de vagas parecidas
Quando receber oferta, avalie o pacote inteiro:
- Salário base
- Bônus
- Ações
- Plano de saúde
- Previdência
- Dias de férias
- Trabalho remoto ou híbrido
- Ajuda de relocação
- Patrocínio de visto
- Equipamentos
- Treinamentos
Se a oferta for menor do que você esperava, responda assim:
“Thank you for the offer. I’m excited about the opportunity and the team. Based on my experience with Java, AWS and high-scale payment systems, and considering the Dublin market, I was expecting something closer to €85k base. Is there any flexibility in the package?”
Simples, educado e direto.
Erros que fazem brasileiros perderem vagas em Dublin#
Vamos falar sem enrolar. Muitos candidatos bons escorregam em coisas evitáveis.
1. Currículo em português
Para Dublin, use currículo em inglês. Sempre.
2. Currículo genérico
Se a vaga pede Java, Spring Boot, AWS e Kafka, essas palavras precisam aparecer com contexto real no seu CV.
3. LinkedIn incompleto
Recrutador internacional vai olhar seu LinkedIn. Se estiver fraco, você perde confiança.
4. Não saber explicar impacto
“Trabalhei em microsserviços” é vago. “Mantive 12 microsserviços que processavam 1 milhão de eventos por dia” é muito melhor.
5. Inglês técnico sem prática oral
Ler documentação não é o mesmo que responder entrevista. Treine fala.
6. Aplicar sem estratégia
Candidatura em massa com o mesmo currículo vira loteria. Adapte para cada vaga boa.
7. Mentir sobre visto ou localização
Isso pode te queimar rápido. Seja claro e estratégico.
Plano de 90 dias para buscar vaga em Dublin#
Se você quer sair da intenção e entrar na execução, use este plano.
Dias 1 a 15: ajuste de base
- Currículo em inglês
- LinkedIn em inglês
- Lista de 30 empresas
- Escolha de 2 stacks principais para destacar
- Revisão de projetos com métricas
- Preparação de pitch pessoal
Dias 16 a 30: portfólio e prova técnica
- GitHub organizado
- README decente em projetos importantes
- 20 exercícios de lógica
- 2 estudos de system design
- Treino de inglês 3 vezes por semana
- Simulação de entrevista com amigo ou mentor
Dias 31 a 60: candidaturas com qualidade
- 10 vagas alinhadas por semana
- Currículo adaptado para cada vaga importante
- 20 conexões semanais
- Mensagens para recrutadores
- Registro em planilha: vaga, empresa, status, data e follow-up
Dias 61 a 90: entrevistas e melhoria
- Revisar perguntas que você errou
- Gravar respostas em inglês
- Fazer mock interview
- Ajustar expectativa salarial
- Melhorar exemplos de impacto
- Pedir indicação quando fizer sentido
Se depois de 90 dias você não teve nenhuma entrevista, o problema provavelmente está em currículo, LinkedIn, senioridade ou alinhamento das vagas.
Se teve entrevistas mas não passou, o gargalo pode ser inglês, técnica ou forma de comunicar experiência.
Vale a pena sair do Brasil para Dublin em 2026?#
Depende do seu momento.
Dublin pode valer muito se você:
- Tem 3 ou mais anos de experiência sólida
- Consegue trabalhar em inglês
- Quer carreira internacional
- Está disposto a lidar com custo de vida alto
- Tem reserva financeira
- Aceita começar com desconforto
Talvez não seja o melhor caminho agora se você:
- Está muito júnior
- Não consegue se comunicar em inglês
- Não tem reserva
- Está fugindo do Brasil sem plano
- Espera que a empresa resolva tudo para você
Também vale comparar com boas vagas remotas em dólar. Um Backend Developer trabalhando do Brasil para empresa dos EUA pode ganhar $60k a $100k por ano em alguns casos, com custo de vida menor. Por outro lado, morar na Europa abre portas para networking, cidadania no longo prazo, mobilidade e experiência cultural.
Não existe resposta única. Existe estratégia.
Checklist final para sua vaga de Backend Developer em Dublin#
Antes de começar forte, confira:
- Seu currículo está em inglês?
- Tem 1 a 2 páginas?
- Mostra impacto com números?
- Tem as palavras-chave da vaga?
- Seu LinkedIn está atualizado?
- Você sabe explicar 3 projetos em inglês?
- Sabe sua expectativa salarial em euro?
- Entende sua situação de visto?
- Tem uma lista de empresas-alvo?
- Está treinando coding e system design?
- Tem reserva para relocação ou transição?
Se você respondeu “não” para várias perguntas, tudo bem. Agora você sabe onde mexer.
O mercado de Backend Developer em Dublin em 2026 não é fácil, mas é acessível para quem combina técnica, comunicação, currículo bem feito e consistência. Você não precisa ser perfeito. Precisa parecer confiável, preparado e fácil de contratar.
Antes de enviar a próxima candidatura, teste se seu currículo passa por filtros de ATS e se está pronto para recrutadores internacionais. Faça uma revisão gratuita agora no JobRise: verifique seu currículo no ATS gratuitamente.
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Mande para quem tem entrevista esta semana.
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