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Vagas de Solutions Architect em Lisboa 2026: Guia Prático

JobRise Team18 min read

162 candidaturas por oferta, média de 2026.

Vagas de Solutions Architect em Lisboa 2026: Guia Práticojobrise.io

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Você está olhando vagas de Solutions Architect em Lisboa e bate aquela dúvida chata: “será que eu tenho perfil mesmo, ou só estão pedindo um super-herói de cloud, vendas, arquitetura e inglês perfeito?” Se você vem de desenvolvimento, infraestrutura, DevOps, dados ou pré-vendas técnicas, essa confusão é bem normal.

Vagas de Solutions Architect em Lisboa 2026: Guia Prático#

Lisboa virou um polo muito forte para tecnologia nos últimos anos. Não é só turismo, startup bonita e coworking com vista para o Tejo. Tem centro de engenharia, fintech, consultoria, scale-up, empresa global montando hub europeu e muita operação cloud crescendo.

Para quem mira uma vaga de Solutions Architect em 2026, a cidade pode ser uma boa porta de entrada para o mercado europeu. Mas você precisa entender uma coisa desde já: a vaga não é só sobre saber AWS, Azure ou Google Cloud.

Solutions Architect é uma função de tradução. Você traduz problema de negócio em solução técnica viável. Traduz limite técnico em decisão comercial. Traduz risco, custo, prazo e arquitetura para gente de produto, engenharia, segurança, financeiro e cliente.

E sim, isso pode pagar bem.

Em Lisboa, uma posição de Solutions Architect pode variar bastante, mas faixas comuns em 2026 tendem a ficar por volta de:

  • Júnior ou associate: €35k a €50k por ano
  • Pleno: €50k a €75k por ano
  • Sênior: €75k a €100k por ano
  • Principal, staff ou cloud architect em empresa global: €100k a €130k+ por ano
  • Remoto para empresa dos EUA: $80k a $150k por ano, dependendo do contrato

Esses valores mudam com setor, inglês, cloud, senioridade, certificações, se você fala com cliente e se sabe defender decisões técnicas sem parecer arrogante.

Vamos direto ao ponto: como entrar, como se posicionar, como montar CV e como passar nas entrevistas.

O que faz um Solutions Architect de verdade#

Muita gente confunde Solutions Architect com arquiteto de software, tech lead, consultor cloud ou pré-vendas. Na prática, a função pode ter um pouco de tudo isso.

Você pode trabalhar em empresas como AWS, Microsoft, Google, Oracle, Salesforce, Datadog, Snowflake, consultorias, bancos, fintechs, empresas de produto ou startups B2B.

No dia a dia, você provavelmente vai:

  1. Conversar com cliente ou times internos para entender objetivos.
  2. Mapear sistemas atuais, restrições e riscos.
  3. Propor arquitetura usando cloud, APIs, dados, segurança e integração.
  4. Estimar custo, prazo e impacto.
  5. Criar diagramas, documentos e apresentações.
  6. Apoiar times de engenharia na implementação.
  7. Participar de RFPs, provas de conceito e reuniões executivas.
  8. Defender trade-offs técnicos de forma clara.

Um exemplo simples: uma fintech em Lisboa quer migrar parte da operação para AWS. O time de produto quer velocidade. Segurança quer controle. FinOps quer custo previsível. Engenharia quer menos gambiarra. O Solutions Architect entra para montar uma proposta que funcione para todos, com arquitetura, roadmap, riscos e justificativas.

Em empresas como Nubank, Itaú, Stone, iFood, Magalu e Globo, funções parecidas aparecem com nomes diferentes: Cloud Architect, Enterprise Architect, Technical Architect, Pre-Sales Architect, Platform Architect ou Staff Engineer com foco em arquitetura.

Então, ao procurar vagas em Lisboa, não busque só “Solutions Architect”. Busque também:

  • Cloud Solutions Architect
  • Technical Architect
  • Enterprise Architect
  • Presales Solutions Architect
  • Customer Engineer
  • Partner Solutions Architect
  • Platform Architect
  • Solution Consultant
  • AWS Architect
  • Azure Architect
  • GCP Architect

Isso aumenta muito suas chances.

Por que Lisboa está atraindo esse tipo de vaga#

Lisboa tem algumas vantagens bem claras para empresas internacionais.

Primeiro, custo menor que Londres, Dublin, Amsterdam, Paris ou Berlim. Segundo, bom nível de inglês em tecnologia. Terceiro, fuso horário amigável com Europa e parte dos EUA. Quarto, comunidade internacional forte.

Além disso, Portugal tem atraído brasileiros, europeus de outros países e profissionais de tech que querem qualidade de vida. Para empresas, isso significa acesso a talentos diversos sem pagar sempre salário de Londres.

Você vai ver vagas em:

  • Fintechs e bancos digitais
  • Consultorias de tecnologia
  • Empresas SaaS B2B
  • Telecom
  • E-commerce
  • Cybersecurity
  • Cloud providers
  • Startups com clientes na Europa
  • Hubs globais de engenharia

Também existem vagas híbridas em Lisboa e vagas remotas em Portugal inteiro. Algumas pedem presença 1 ou 2 vezes por semana. Outras são “remote from Portugal”, o que pode ser ótimo se você quer morar em Lisboa, Porto, Braga, Coimbra ou região.

Mas atenção: mercado europeu gosta de clareza. Se seu CV parece genérico, se suas experiências não mostram impacto, se seu LinkedIn fala só “responsável por arquitetura”, você perde espaço para candidatos que contam melhor a história.

O perfil que mais aparece nas vagas de 2026#

Para 2026, as empresas estão procurando Solutions Architects que juntem três blocos:

1. Base técnica forte

Você não precisa ser o melhor programador do time, mas precisa entender tecnologia de verdade.

O básico esperado costuma incluir:

  • Cloud: AWS, Azure ou Google Cloud
  • Redes: VPC, VPN, DNS, load balancer, subnets
  • Segurança: IAM, encryption, secrets, compliance, zero trust
  • APIs: REST, GraphQL, autenticação, rate limiting
  • Containers: Docker, Kubernetes, ECS, AKS ou GKE
  • Dados: bancos relacionais, NoSQL, data lakes, pipelines
  • Observabilidade: logs, métricas, tracing, alertas
  • CI/CD: GitHub Actions, GitLab CI, Jenkins, ArgoCD
  • Arquitetura: microservices, event-driven, serverless, monolito modular

Você não precisa saber tudo com profundidade máxima. Mas precisa saber conversar com especialistas e fazer boas perguntas.

2. Comunicação executiva

Aqui muita gente técnica tropeça.

Solutions Architect precisa explicar complexidade sem humilhar ninguém. Precisa dizer “não recomendo isso” sem parecer bloqueador. Precisa apresentar custo, risco e benefício para pessoas que não querem saber de Kubernetes.

Um bom exemplo:

Em vez de dizer: “vamos usar event-driven architecture com Kafka porque é mais escalável”.

Melhor dizer: “se colocarmos os pedidos em uma fila de eventos, o checkout não depende do sistema fiscal responder na hora. Isso reduz falhas para o cliente e permite processar picos como Black Friday. O custo é mais complexidade operacional”.

Percebe a diferença?

3. Visão de negócio

A empresa não contrata Solutions Architect para desenhar diagrama bonito. Ela contrata para reduzir risco, vender melhor, entregar mais rápido, diminuir custo ou abrir uma nova capacidade.

Você precisa conectar tecnologia com resultados como:

  • Redução de custo cloud em 25%
  • Migração de 40 serviços para Kubernetes
  • Diminuição de latência de 900ms para 180ms
  • Aumento de disponibilidade para 99,95%
  • Redução de tempo de deploy de 2 horas para 10 minutos
  • Fechamento de contrato enterprise de €500k
  • Modernização de sistema legado sem parar operação

Se você fala nesse nível, seu perfil fica mais forte.

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Salários de Solutions Architect em Lisboa em 2026#

Vamos falar de dinheiro sem enrolar.

Lisboa costuma pagar menos que Londres ou Zurique, mas pode ser boa se você combina salário europeu, custo de vida controlado e possibilidade de trabalho remoto.

Faixas realistas para 2026:

Associate Solutions Architect

Normalmente para quem vem de suporte cloud, sysadmin, desenvolvimento júnior ou consultoria técnica inicial.

Faixa comum:

  • €35k a €50k por ano
  • Cerca de €2.000 a €3.000 líquidos por mês, dependendo de impostos e benefícios

O foco aqui é aprender arquitetura, participar de reuniões, montar documentação e apoiar arquitetos mais experientes.

Solutions Architect pleno

Aqui você já conduz conversas técnicas, faz desenho de solução, participa de decisão e conversa com cliente.

Faixa comum:

  • €50k a €75k por ano
  • Em empresas internacionais, pode chegar perto de €80k

Nesse nível, inglês bom pesa muito. Se você consegue liderar call com cliente da Alemanha, França, Reino Unido ou EUA, ganha pontos.

Senior Solutions Architect

Aqui esperam autonomia.

Você conduz discovery, propõe arquitetura, desafia requisitos, negocia trade-offs e influencia times.

Faixa comum:

  • €75k a €100k por ano
  • Em cloud provider, SaaS global ou fintech forte, pode passar disso

Para brasileiro acostumado ao mercado nacional, isso pode parecer próximo a salários sêniores em boas empresas no Brasil. Um tech lead ou arquiteto em empresas como Itaú, Nubank, Stone, iFood, Magalu ou Globo pode ganhar algo como R$15k a R$30k por mês, às vezes mais com bônus e ações.

A diferença é que Lisboa pode abrir caminho para carreira europeia e contratos internacionais.

Principal, Staff ou Enterprise Architect

Esse é outro nível.

Você influencia estratégia, governança, padrões de arquitetura e grandes contas.

Faixa comum:

  • €100k a €130k+ por ano
  • Remoto para empresa dos EUA pode ir de $120k a $180k

Nessas vagas, a entrevista é mais pesada. Vão testar profundidade técnica, liderança, histórico de impacto e maturidade.

Certificações que realmente ajudam#

Certificação não substitui experiência, mas ajuda muito no filtro inicial, principalmente em vagas internacionais.

As mais úteis:

AWS

  • AWS Certified Solutions Architect Associate
  • AWS Certified Solutions Architect Professional
  • AWS Certified Security Specialty
  • AWS Certified DevOps Engineer Professional

Se você quer começar por uma, vá de AWS Solutions Architect Associate. É reconhecida e aparece em muitas descrições.

Azure

  • AZ-104, Azure Administrator
  • AZ-305, Azure Solutions Architect Expert
  • AZ-500, Azure Security Engineer

Azure é forte em empresas enterprise, bancos, seguradoras e organizações que usam Microsoft 365, Active Directory e ambiente corporativo tradicional.

Google Cloud

  • Professional Cloud Architect
  • Professional Data Engineer
  • Professional Cloud Security Engineer

GCP aparece bastante em dados, analytics, IA, mídia, produto digital e empresas que já usam BigQuery.

Kubernetes e DevOps

  • CKA, Certified Kubernetes Administrator
  • CKAD, Certified Kubernetes Application Developer
  • Terraform Associate
  • HashiCorp Terraform Authoring and Operations Professional

Para Lisboa, Terraform é bem valorizado. Muitas empresas querem infraestrutura como código, governança e padrão de deploy.

Mas cuidado: não encha o CV com 12 certificações se você não consegue explicar um projeto real. Melhor ter 2 certificações fortes e 3 cases bem contados.

Como montar um CV que passe no filtro#

Seu CV precisa ser claro para três públicos:

  1. ATS, o sistema que filtra palavras-chave.
  2. Recrutador, que olha por 8 a 15 segundos.
  3. Hiring manager, que quer evidência de impacto.

Não escreva assim:

  • Responsável por arquitetura cloud.
  • Atuei com AWS e microsserviços.
  • Participei de migração.

Escreva assim:

  • Desenhei arquitetura AWS para plataforma de pagamentos com 2M transações/mês, usando ECS, RDS, SQS, CloudWatch e Terraform.
  • Liderei migração de 18 serviços de VMs para Kubernetes, reduzindo custo de infraestrutura em 22%.
  • Apoiei time comercial em propostas técnicas para clientes enterprise, contribuindo para €1,2M em pipeline.

Percebe como muda?

Palavras-chave importantes para vagas em Lisboa

Inclua palavras reais, sem exagero, quando fizer sentido:

  • Solutions Architecture
  • AWS, Azure, GCP
  • Kubernetes, Docker
  • Terraform
  • CI/CD
  • Microservices
  • Event-driven architecture
  • API design
  • Security architecture
  • IAM
  • Observability
  • Cost optimization
  • FinOps
  • High availability
  • Disaster recovery
  • Data architecture
  • Stakeholder management
  • Technical discovery
  • Presales
  • Proof of concept
  • Migration strategy

Se a vaga está em inglês, seu CV deve estar em inglês. Para Lisboa, isso é quase regra em empresa internacional.

Estrutura simples de CV

Use este modelo:

  1. Nome, cidade, contato, LinkedIn, GitHub se fizer sentido.
  2. Resumo profissional de 4 a 5 linhas.
  3. Competências técnicas em blocos.
  4. Experiência profissional com bullets de impacto.
  5. Projetos relevantes, se ajudarem.
  6. Certificações.
  7. Formação.
  8. Idiomas.

No resumo, seja direto:

“Solutions Architect with 8 years in cloud, platform engineering and backend systems. Experience designing AWS architectures for fintech and e-commerce, leading migrations to Kubernetes and supporting enterprise presales. Strong background in security, cost optimization and stakeholder communication.”

Isso é melhor que “profissional motivado, proativo e apaixonado por tecnologia”.

Como adaptar sua experiência brasileira para Lisboa#

Se você trabalhou no Brasil, isso pode ser uma vantagem. O mercado brasileiro de tecnologia é intenso, criativo e opera em escala grande.

Um profissional que passou por banco, varejo, mídia ou fintech no Brasil provavelmente lidou com:

  • Alta volumetria
  • Sistemas legados
  • Restrições de custo
  • Picos de tráfego
  • Integração complexa
  • Regulação
  • Pressão por prazo

Esses pontos são valiosos.

Se você trabalhou em algo parecido com Pix, pagamentos, crédito, logística, marketplace, streaming, CRM ou antifraude, conte isso bem.

Exemplo:

“Designed event-driven architecture for payment reconciliation system processing 5M daily events.”

Ou:

“Modernized legacy order platform for e-commerce peak periods, reducing incident rate during promotional campaigns.”

Empresas europeias valorizam casos concretos. Elas não conhecem todos os nomes brasileiros, então explique o contexto.

Se você trabalhou no Magalu, diga e-commerce em grande escala. Se foi no Itaú, banco grande e regulado. Se foi na Globo, mídia e streaming. Se foi no iFood, marketplace, logística e tempo real. Se foi na Stone, pagamentos e adquirência. Se foi no Nubank, fintech, banking, escala e produto digital.

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Onde encontrar vagas de Solutions Architect em Lisboa#

Não dependa de uma única plataforma.

Use uma rotina semanal com estes canais:

LinkedIn

Ainda é o principal.

Busque por:

  • “Solutions Architect Lisbon”
  • “Cloud Architect Lisboa”
  • “AWS Architect Portugal”
  • “Azure Architect Lisbon”
  • “Presales Architect Portugal”
  • “Customer Engineer Lisbon”
  • “Enterprise Architect Portugal”

Ative alertas. Mas não aplique em massa sem adaptar o CV.

Otta, Wellfound e Landing.jobs

Boas para startups e empresas tech.

Landing.jobs é especialmente relevante para Portugal. Você encontra vagas remotas, híbridas e internacionais.

Sites de empresas

Vá direto em empresas como:

  • Microsoft
  • AWS
  • Google
  • Oracle
  • Salesforce
  • Datadog
  • Cloudflare
  • Cisco
  • Talkdesk
  • OutSystems
  • Feedzai
  • Farfetch
  • Revolut
  • Mollie
  • Volkswagen Digital Solutions
  • Mercedes-Benz.io
  • BNP Paribas
  • Natixis
  • Critical TechWorks

Também olhe consultorias como Accenture, Deloitte, Capgemini, KPMG, NTT DATA e Devoteam.

Recrutadores especializados

Mande uma mensagem curta e específica.

Exemplo:

“Oi, vi que você recruta para cloud e architecture roles em Portugal. Sou Solutions Architect com 7 anos em AWS, Kubernetes e fintech, atualmente no Brasil e buscando vagas em Lisboa ou remote from Portugal. Posso te enviar meu CV em inglês?”

Não mande textão. Recrutador recebe muita mensagem.

Como se preparar para entrevistas#

Entrevista de Solutions Architect normalmente mistura técnica, comunicação e comportamento.

Você pode passar por:

  1. Triagem com recrutador.
  2. Entrevista técnica com arquiteto ou engineering manager.
  3. Case de arquitetura.
  4. Entrevista com stakeholders ou cliente interno.
  5. Bar raiser ou liderança.
  6. Proposta final.

Perguntas comuns

Prepare respostas para:

  • Conte sobre uma arquitetura que você desenhou do zero.
  • Como você decide entre serverless, containers e VMs?
  • Como reduzir custo cloud sem prejudicar disponibilidade?
  • Como desenhar uma solução multi-region?
  • Como você lida com requisito confuso?
  • Como convence um time a mudar de abordagem?
  • Como explicaria Kubernetes para um diretor não técnico?
  • Como garantir segurança em uma API pública?
  • Como você calcula capacidade e escalabilidade?
  • Conte sobre uma decisão técnica que deu errado.

Use o método STAR:

  • Situação
  • Tarefa
  • Ação
  • Resultado

Mas não soe robótico. Conte como uma história curta, com números.

Case típico de arquitetura

Você pode receber algo assim:

“Desenhe uma plataforma de delivery para 1 milhão de usuários, com pedidos em tempo real, pagamentos e notificações.”

Não saia desenhando tudo.

Faça perguntas:

  • Qual é o pico de pedidos por minuto?
  • Quais regiões atendemos?
  • Qual SLA esperado?
  • Quais formas de pagamento?
  • Precisa de rastreamento em tempo real?
  • Existe time de operação 24/7?
  • Qual cloud preferida?
  • Há requisitos de LGPD ou compliance?

Depois proponha uma arquitetura por camadas:

  • Frontend web e mobile
  • API gateway
  • Serviços de pedido, pagamento, usuário, restaurante, entrega
  • Mensageria com Kafka, SQS, Pub/Sub ou Service Bus
  • Banco relacional para transações
  • NoSQL ou cache para leitura rápida
  • Observabilidade
  • Segurança
  • CI/CD
  • Estratégia de resiliência
  • Controle de custo

O importante é mostrar raciocínio, não decorar diagrama.

Inglês: quanto precisa?#

Para vagas de Solutions Architect em Lisboa, inglês é quase obrigatório.

Você não precisa soar como nativo. Precisa conseguir:

  • Conduzir reunião
  • Fazer perguntas
  • Apresentar arquitetura
  • Escrever documento técnico
  • Negociar trade-offs
  • Explicar risco
  • Participar de entrevista sem travar

Se seu inglês é intermediário, treine casos técnicos em voz alta. Pegue uma arquitetura que você conhece e explique por 5 minutos em inglês.

Frases úteis:

  • “The main trade-off here is between operational complexity and scalability.”
  • “I would start by clarifying the business requirements.”
  • “This option reduces latency, but increases infrastructure cost.”
  • “For a first version, I would keep the architecture simpler.”
  • “We should define the failure scenarios before choosing the technology.”

Se você consegue falar isso com naturalidade, já está em bom caminho.

Erros que derrubam candidatos#

Alguns erros aparecem muito.

1. Falar só de ferramenta

“Usei AWS, Kubernetes, Terraform, Kafka.”

Ok, mas para quê? Qual problema resolveu? Qual resultado?

Ferramenta sem contexto não vende sua senioridade.

2. Querer parecer especialista em tudo

Ninguém acredita quando o candidato diz que é expert em AWS, Azure, GCP, segurança, dados, DevOps, IA, SAP, Salesforce e mobile.

Escolha seu eixo principal.

Exemplo:

“Cloud architecture with strong backend and platform engineering background.”

Ou:

“Pre-sales solutions architect focused on SaaS, integrations and enterprise customers.”

3. Não perguntar nada no case

Solutions Architect bom pergunta antes de propor. Se você responde rápido demais, parece que está chutando uma solução padrão.

4. Ignorar custo

Na vida real, arquitetura tem conta.

Fale de custo, FinOps, rightsizing, autoscaling, storage lifecycle, reserved instances, savings plans e observabilidade de gastos.

5. Não adaptar CV para a vaga

Se a vaga pede Azure e seu CV só grita AWS, você perde. Mesmo que saiba Azure.

Adapte o resumo, competências e bullets para refletir a vaga, sem mentir.

Plano de 90 dias para conseguir entrevistas#

Se você quer se mover com disciplina, siga um plano simples.

Dias 1 a 15: posicionamento

  • Defina seu alvo: AWS, Azure, GCP, presales, cloud, enterprise ou platform.
  • Atualize seu LinkedIn em inglês.
  • Monte um CV base em inglês.
  • Liste 30 empresas em Lisboa ou Portugal.
  • Escolha 2 cases fortes da sua carreira.

Dias 16 a 30: prova de competência

  • Faça ou agende uma certificação relevante.
  • Crie 1 diagrama de arquitetura para um projeto real ou simulado.
  • Escreva um case em formato STAR.
  • Treine apresentação de 5 minutos em inglês.
  • Peça feedback de CV para alguém da área.

Dias 31 a 60: aplicação focada

  • Aplique para 5 a 8 vagas por semana.
  • Adapte CV para cada vaga importante.
  • Converse com 5 recrutadores.
  • Faça networking com brasileiros em Portugal.
  • Publique 1 post técnico no LinkedIn por semana.

Temas bons:

  • Como reduzir custo em Kubernetes
  • Migração de monolito para microsserviços
  • Arquitetura para pagamentos em tempo real
  • Lessons learned em cloud migration
  • Trade-offs entre serverless e containers

Dias 61 a 90: entrevista e ajuste

  • Simule cases de arquitetura.
  • Grave suas respostas em inglês.
  • Revise perguntas comportamentais.
  • Ajuste CV com base nas respostas do mercado.
  • Negocie salário com base em faixa e valor entregue.

A consistência vence a ansiedade.

Como negociar proposta em Lisboa#

Quando chegar proposta, não olhe só salário bruto.

Compare:

  • Salário anual bruto
  • Subsídio de alimentação
  • Bônus
  • Stock options ou RSUs
  • Seguro saúde
  • Dias de férias
  • Regime remoto ou híbrido
  • Apoio com visto ou relocation
  • Equipamento
  • Budget para certificação
  • Horário e plantão
  • Tipo de contrato

Em Portugal, salários são frequentemente discutidos em valor anual bruto. Pergunte sobre líquido estimado, mas faça sua análise com cuidado.

Se a oferta vier baixa, responda com calma:

“Obrigado pela proposta. Estou bastante interessado na posição e acredito que há bom alinhamento. Considerando minha experiência em cloud architecture, migrações AWS e liderança técnica, eu estava mirando algo na faixa de €80k a €90k. Existe flexibilidade para aproximarmos a oferta dessa faixa?”

Não precisa ser agressivo. Precisa ser claro.

Vale a pena mirar Lisboa em 2026?#

Vale, se você tiver estratégia.

Lisboa não é mágica. O mercado é competitivo, aluguel pode ser caro e algumas empresas ainda oferecem salários abaixo do nível de responsabilidade. Mas para Solutions Architect com cloud, inglês e boa comunicação, existem boas oportunidades.

O segredo é se apresentar como alguém que resolve problemas caros.

Não como “profissional de TI com experiência em AWS”.

Mas como:

  • Alguém que reduz risco de migração.
  • Alguém que desenha sistemas escaláveis.
  • Alguém que conversa com engenharia e negócio.
  • Alguém que ajuda empresa a vender ou entregar melhor.
  • Alguém que entende custo, segurança e operação.

Se você fizer isso no CV, LinkedIn e entrevista, Lisboa deixa de ser uma aposta distante e vira um plano possível.

Antes de aplicar, revise seu currículo com olhar de recrutador e de ATS. Pequenos ajustes em palavras-chave, clareza e impacto podem mudar sua taxa de resposta.

Quer saber se seu CV está pronto para vagas de Solutions Architect em Lisboa? Faça uma checagem gratuita no JobRise: https://jobrise.io/pt/free-ats-checker/

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