Vale a Pena Fazer Faculdade de Tecnologia em 2026?
162 candidaturas por oferta, média de 2026.
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Você olha as mensalidades subindo, vê gente dizendo que “dá para aprender tudo no YouTube”, abre o LinkedIn e encontra vagas pedindo experiência para estágio. Aí bate a dúvida real: vale a pena fazer faculdade de tecnologia em 2026, ou é melhor ir direto para cursos rápidos, portfólio e tentativa de entrar no mercado?
Vale a Pena Fazer Faculdade de Tecnologia em 2026?#
A resposta curta é: depende do seu ponto de partida, do seu objetivo e do tipo de vaga que você quer disputar.
Mas a resposta honesta é mais interessante: em 2026, faculdade de tecnologia ainda pode valer muito a pena, só que não pelo motivo antigo de “ter diploma e pronto”. O diploma sozinho perdeu força. O que ainda tem valor é a combinação entre base técnica, rotina de estudo, networking, estágio, projetos e sinalização para recrutadores.
Se você entrar na faculdade achando que ela vai garantir um emprego de R$ 10k em dois anos, provavelmente vai se frustrar. Se você usar a faculdade como uma estrutura para acelerar sua entrada no mercado, aí o jogo muda.
Empresas como Itaú, Nubank, Stone, iFood, Magalu e Globo continuam contratando profissionais de tecnologia. Só que elas estão mais seletivas, especialmente para vagas júnior. O mercado não morreu, mas ficou menos tolerante com currículo vazio.
O que mudou no mercado de tecnologia?#
Entre 2020 e 2022, muita gente entrou em tecnologia com a promessa de salários altos, home office e contratação rápida. Bootcamps, cursos intensivos e promessas de “ganhe R$ 5k em 6 meses” apareceram por todos os lados.
Em 2026, o cenário é outro.
As empresas ainda precisam de devs, analistas de dados, especialistas em segurança, cloud, produto e suporte técnico. Mas elas querem pessoas que consigam entregar, aprender rápido e se comunicar bem.
Para júnior, o filtro ficou mais duro porque tem muita gente tentando entrar. Uma vaga de desenvolvedor júnior em uma empresa conhecida pode receber centenas ou até milhares de candidaturas.
Isso não significa que você não tem chance. Significa que você precisa montar uma estratégia melhor do que apenas “fazer um curso e mandar currículo”.
O que as empresas estão olhando
Recrutadores e gestores técnicos costumam prestar atenção em:
- Projetos práticos no GitHub ou portfólio.
- Experiência de estágio, freelance ou voluntariado.
- Clareza na comunicação.
- Conhecimento básico bem aprendido.
- Capacidade de resolver problemas.
- Currículo organizado para passar por ATS.
- Indícios de consistência, não só empolgação de duas semanas.
A faculdade pode ajudar em vários desses pontos. Mas só se você usar bem.
Faculdade de tecnologia ainda ajuda a conseguir emprego?#
Sim, ajuda. Só que ela raramente é suficiente sozinha.
Um curso superior em tecnologia pode abrir portas para estágios, programas de trainee, bolsas, parcerias com empresas e processos seletivos que exigem matrícula ativa. Esse é um ponto enorme, principalmente se você está começando do zero.
Muitas empresas grandes ainda usam programas formais para entrada de talentos. Itaú, Globo, Magalu, iFood, Accenture, IBM e outras companhias costumam ter programas de estágio em tecnologia. Em muitos deles, estar cursando ensino superior é requisito.
Se você não está matriculado, pode ficar fora de processos que seriam uma das melhores entradas para quem ainda não tem experiência.
O diploma importa?
Importa, mas não da mesma forma para todas as vagas.
Para algumas empresas, diploma é critério mínimo. Para outras, é só um bônus. Em startups e empresas mais novas, um bom portfólio pode pesar mais do que a instituição onde você estudou.
Mas aqui vai a parte prática: quando um recrutador recebe 800 currículos para uma vaga júnior, qualquer sinal de consistência ajuda. Estar cursando Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciência da Computação, Sistemas de Informação, Engenharia de Software ou Gestão de TI pode passar a mensagem de que você está construindo uma base.
Não é garantia. É sinal.
E no começo da carreira, sinais contam muito.
Quais cursos de tecnologia fazem mais sentido em 2026?#
Você não precisa escolher o curso “perfeito”. Mas precisa entender a diferença entre eles para não se frustrar.
Análise e Desenvolvimento de Sistemas
ADS é uma das escolhas mais comuns para quem quer entrar rápido no mercado. Normalmente é tecnólogo, com duração de 2 a 3 anos.
Faz sentido para quem quer trabalhar com:
- Desenvolvimento web.
- Desenvolvimento mobile.
- Banco de dados.
- Sistemas corporativos.
- Suporte técnico mais avançado.
- QA e testes.
É uma boa opção se você quer um caminho mais direto e prático. Também costuma ser mais barato do que bacharelados longos.
Ciência da Computação
Ciência da Computação costuma ser mais teórica e profunda. Você vê algoritmos, estrutura de dados, matemática, computação, sistemas operacionais e teoria.
Faz sentido para quem quer trabalhar com:
- Engenharia de software.
- Inteligência artificial.
- Ciência de dados.
- Pesquisa.
- Sistemas complexos.
- Big techs ou vagas internacionais.
É um curso mais pesado. Se você trabalha em tempo integral, precisa avaliar se consegue manter o ritmo.
Sistemas de Informação
Sistemas de Informação costuma misturar tecnologia, negócios e gestão. Pode ser uma boa escolha se você gosta tanto de tecnologia quanto de processos empresariais.
Faz sentido para quem quer trabalhar com:
- Análise de sistemas.
- Produto.
- Dados.
- ERP.
- Tecnologia em empresas grandes.
- Gestão de projetos de TI.
Se você se imagina no futuro como tech lead, gerente de produto, analista de negócios ou liderança em tecnologia, pode ser bem interessante.
Engenharia de Software
Engenharia de Software é focada no processo de criar, manter e melhorar software. Pode ser muito boa para quem quer desenvolver sistemas com qualidade.
Faz sentido para quem quer trabalhar com:
- Desenvolvimento backend.
- Arquitetura de software.
- DevOps.
- Qualidade.
- Plataformas digitais.
- Times de produto.
É um nome bem reconhecido no mercado, especialmente se o curso tiver bons projetos práticos.
Gestão da Tecnologia da Informação
Gestão de TI é mais voltado para administração de recursos, processos, contratos, infraestrutura e equipes.
Faz sentido para quem quer trabalhar com:
- Coordenação de TI.
- Suporte e infraestrutura.
- Governança.
- Segurança.
- Gestão de serviços.
- Operações de tecnologia.
Pode ser uma boa para quem já trabalha com suporte ou administrativo e quer migrar para tecnologia com foco mais gerencial.
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Quanto dá para ganhar em tecnologia?#
Essa é a parte que todo mundo quer saber. E é justo, porque faculdade custa tempo, energia e dinheiro.
Os salários variam muito por cidade, empresa, inglês, experiência e especialidade. Mas dá para ter uma noção.
Faixas comuns no Brasil em 2026
Para desenvolvimento, dados, cloud e produto, você pode encontrar algo como:
- Estágio em tecnologia: R$ 1.200 a R$ 2.800.
- Júnior: R$ 3.000 a R$ 6.000.
- Pleno: R$ 6.500 a R$ 12.000.
- Sênior: R$ 12.000 a R$ 22.000.
- Especialista ou liderança: R$ 18.000 a R$ 35.000 ou mais.
Em empresas como Nubank, Itaú, Stone, iFood, Globo e Magalu, cargos técnicos mais experientes podem passar de R$ 15k com certa frequência. Em áreas como engenharia de software, segurança, dados e cloud, profissionais fortes conseguem negociar bem.
Para vagas internacionais remotas, salários podem aparecer em dólar, algo como $60k a $120k por ano para perfis experientes. Mas atenção: isso normalmente exige inglês bom, experiência real e capacidade de trabalhar com autonomia.
O erro de olhar só para salário
O salário é importante, mas não deve ser o único critério para decidir fazer faculdade.
Você também precisa olhar para:
- Tempo até conseguir a primeira oportunidade.
- Custo mensal do curso.
- Flexibilidade para trabalhar.
- Qualidade dos professores.
- Projetos práticos.
- Parcerias com empresas.
- Sua disciplina para estudar fora da aula.
Uma faculdade barata, EAD, mas bem aproveitada, pode ser melhor do que uma faculdade cara onde você só assiste aula e não constrói nada.
Faculdade presencial, EAD ou híbrida?#
Essa decisão pesa muito, principalmente se você trabalha, tem filhos, mora longe ou precisa economizar.
Faculdade presencial
A presencial pode ser boa se você precisa de rotina externa e contato humano. Você conhece colegas, professores e participa mais facilmente de eventos.
Pontos positivos:
- Networking mais natural.
- Maior sensação de compromisso.
- Acesso a laboratórios.
- Interação rápida com professores.
- Mais chance de formar grupo de estudos.
Pontos negativos:
- Mais tempo de deslocamento.
- Custo maior.
- Menos flexibilidade.
- Pode ser difícil conciliar com trabalho.
Se você está no início da vida adulta e pode se dedicar, o presencial pode acelerar sua maturidade profissional. Só não ache que ir ao campus já resolve tudo.
Faculdade EAD
O EAD cresceu muito e virou uma opção real para quem quer estudar tecnologia.
Pontos positivos:
- Mais barato.
- Flexível.
- Bom para quem trabalha.
- Permite estudar de qualquer cidade.
- Sobra tempo para projetos e cursos extras.
Pontos negativos:
- Exige disciplina forte.
- Networking é mais fraco.
- Alguns cursos são rasos.
- Você pode se sentir sozinho.
- É fácil empurrar tudo para depois.
Se você escolhe EAD, precisa compensar com comunidade, eventos, projetos, LinkedIn e GitHub. O perigo do EAD não é o formato, é o isolamento.
Híbrido
O híbrido pode ser um meio-termo legal. Você tem alguma presença, mas não perde tanto tempo com deslocamento.
Pode funcionar bem para quem quer flexibilidade sem abrir mão total do contato com pessoas.
Faculdade pública ou privada?#
As duas podem valer a pena. A diferença está mais em como você aproveita do que no rótulo.
Faculdade pública
Pontos fortes:
- Custo muito menor.
- Boa reputação em muitos casos.
- Professores com boa formação.
- Pesquisa e extensão.
- Grupos, empresas júnior e eventos.
Pontos difíceis:
- Entrada concorrida.
- Grade às vezes mais teórica.
- Menos flexibilidade para quem trabalha.
- Greves e burocracias em alguns casos.
- Curso pode demorar mais.
Se você consegue entrar e se manter, uma universidade pública pode ser excelente.
Faculdade privada
Pontos fortes:
- Mais opções de horário.
- EAD e híbrido mais acessíveis.
- Início mais rápido.
- Grade muitas vezes mais voltada ao mercado.
- Facilidade para quem trabalha.
Pontos difíceis:
- Mensalidade.
- Qualidade varia muito.
- Algumas vendem mais marketing do que aprendizado.
- Turmas grandes.
- Pouca cobrança em certos cursos.
Antes de escolher, pesquise bem. Veja avaliações, converse com alunos, olhe a grade e descubra se há projetos reais.
Como saber se uma faculdade é boa de verdade?#
Não vá só pelo anúncio bonito.
Antes de fechar matrícula, faça uma checagem simples.
Perguntas que você deve fazer
- O curso tem projetos práticos todo semestre?
- Os professores trabalham ou já trabalharam na área?
- A grade ensina lógica, banco de dados, programação e engenharia de software?
- Existe apoio para estágio?
- A faculdade tem parceria com empresas?
- Alunos participam de hackathons?
- O curso ensina Git, APIs, testes e cloud?
- Há comunidade ativa?
- O diploma é reconhecido pelo MEC?
- A mensalidade cabe no seu orçamento sem te sufocar?
Se a faculdade não consegue responder isso de forma clara, cuidado.
Olhe a grade com calma
Um curso de tecnologia bom precisa ter base.
Procure matérias como:
- Lógica de programação.
- Algoritmos.
- Estrutura de dados.
- Banco de dados.
- Programação orientada a objetos.
- Desenvolvimento web.
- Engenharia de software.
- Redes.
- Segurança da informação.
- Cloud computing.
- Qualidade de software.
- Projeto integrador.
Se a grade for genérica demais, com pouca programação e muito conteúdo superficial, talvez não seja a melhor escolha.
Dá para entrar em tecnologia sem faculdade?#
Dá. Muita gente entrou.
Mas “dá” não significa “é simples”. Em 2026, entrar sem faculdade exige ainda mais prova prática.
Você vai precisar mostrar:
- Portfólio forte.
- Projetos publicados.
- GitHub organizado.
- Networking ativo.
- Currículo muito bem escrito.
- Boa comunicação.
- Constância de estudo.
- Talvez freelas ou trabalho voluntário.
Sem faculdade, você perde acesso a muitos estágios. Então precisa criar sua própria experiência de alguma forma.
Quando não fazer faculdade pode fazer sentido
Talvez não valha começar uma faculdade agora se:
- Você já trabalha em tecnologia e tem experiência.
- Você tem uma oferta concreta de emprego ou estágio por outro caminho.
- Você não pode pagar sem se endividar.
- O curso disponível é muito fraco.
- Você aprende muito bem sozinho e já tem portfólio.
- Seu foco é uma área onde certificações pesam mais, como algumas trilhas de cloud e suporte.
Mesmo nesses casos, não descarte a faculdade para sempre. Você pode entrar depois, quando fizer mais sentido.
Faculdade vs bootcamp vs curso livre#
Essa é uma comparação comum, mas um pouco injusta. Cada opção serve para uma coisa.
Faculdade
Boa para:
- Construir base.
- Conseguir estágio.
- Ter diploma.
- Criar rotina.
- Fazer networking.
- Participar de programas formais.
Ruim se você espera:
- Emprego automático.
- Conteúdo sempre atualizado.
- Muita prática sem estudar por fora.
- Aprender tudo em sala.
Bootcamp
Bom para:
- Aprender uma stack específica.
- Criar projetos rápidos.
- Ter contato com mentores.
- Sentir ritmo de mercado.
- Montar portfólio inicial.
Ruim se você espera:
- Virar pleno em 3 meses.
- Substituir anos de prática.
- Conseguir emprego só pelo certificado.
Cursos livres
Bons para:
- Aprender ferramentas.
- Complementar lacunas.
- Estudar no seu ritmo.
- Testar áreas antes de decidir.
- Atualizar conhecimentos.
Ruins se você:
- Compra curso e não termina.
- Estuda sem projeto.
- Pula fundamentos.
- Faz 20 cursos e não aplica nada.
O melhor caminho, para muita gente, é combinar: faculdade para estrutura, cursos para prática atualizada e projetos para provar habilidade.
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As melhores áreas de tecnologia para mirar em 2026#
Não escolha só pela moda. Escolha pela interseção entre demanda, afinidade e chance real de entrada.
Desenvolvimento de software
Ainda é uma das principais portas de entrada.
Você pode seguir por:
- Frontend.
- Backend.
- Full stack.
- Mobile.
- QA automação.
- DevOps, mais comum depois de alguma base.
Para começar, foque em uma trilha. Por exemplo: HTML, CSS, JavaScript, React, Git, APIs e banco de dados. Ou Python, SQL, APIs, testes e backend.
Dados
Dados continua forte, mas júnior em dados também está concorrido.
Trilhas comuns:
- Analista de dados.
- Engenharia de dados.
- Ciência de dados.
- BI.
- Analytics engineer.
Ferramentas úteis:
- SQL.
- Excel avançado.
- Power BI.
- Python.
- Estatística básica.
- Modelagem de dados.
Empresas como Itaú, Nubank, iFood e Stone usam dados o tempo todo para crédito, risco, logística, fraude, marketing e produto.
Segurança da informação
Segurança tende a crescer porque ataques, vazamentos e fraudes não param.
Você pode mirar:
- SOC.
- Segurança cloud.
- AppSec.
- GRC.
- Pentest.
- Resposta a incidentes.
Para júnior, suporte, redes e infraestrutura podem ser portas de entrada. Certificações também ajudam, mas não substituem prática.
Cloud e infraestrutura
Cloud aparece em muitas empresas, de bancos a varejo. AWS, Azure e Google Cloud são nomes comuns em vagas.
Cargos podem envolver:
- Suporte cloud.
- DevOps.
- SRE.
- Infraestrutura.
- Observabilidade.
- Automação.
É uma área boa para quem gosta de sistemas, terminal, redes e resolver problema sob pressão.
Produto e UX
Nem toda carreira em tecnologia é programando.
Você pode trabalhar com:
- Product manager.
- Product owner.
- UX research.
- UX/UI design.
- Product analytics.
- Scrum master, em alguns contextos.
Faculdade de tecnologia pode ajudar, mas aqui portfólio, comunicação e entendimento de negócio pesam muito.
Como aproveitar a faculdade para conseguir emprego mais rápido#
Aqui está o ponto mais importante do texto: se você decidir fazer faculdade, não espere o último semestre para pensar em emprego.
Você precisa agir desde o primeiro período.
Primeiro semestre
Faça o básico bem feito:
- Aprenda lógica de programação.
- Crie conta no GitHub.
- Monte LinkedIn decente.
- Participe de grupos da turma.
- Faça um projeto simples.
- Comece a acompanhar vagas.
Projeto simples pode ser uma calculadora, lista de tarefas, página pessoal, dashboard básico ou sistema de cadastro. Não precisa ser genial. Precisa existir.
Segundo e terceiro semestres
Comece a procurar estágio.
Mesmo que você ache que ainda não sabe o suficiente, candidate-se. Processo seletivo também é treino.
Faça:
- Currículo de uma página.
- LinkedIn com palavras-chave.
- GitHub limpo.
- 2 ou 3 projetos explicados.
- Participação em evento ou comunidade.
- Simulados de entrevista.
Estágio em empresa menor também conta. Não precisa começar no Nubank ou no Itaú. Às vezes uma software house local te dá mais prática do que uma grande empresa onde você fica perdido.
Do meio para o fim do curso
Aí você precisa ganhar profundidade.
Escolha uma trilha principal e pare de pular de galho em galho.
Exemplos:
- Quero ser backend Java.
- Quero ser analista de dados.
- Quero trabalhar com frontend React.
- Quero seguir segurança.
- Quero entrar em cloud.
A partir disso, seus projetos, cursos extras, currículo e LinkedIn devem contar a mesma história.
O que colocar no currículo se você ainda não tem experiência?#
Você não precisa inventar. Mas precisa organizar bem.
Inclua:
- Formação em andamento.
- Projetos acadêmicos e pessoais.
- Tecnologias usadas.
- Cursos relevantes.
- Participação em eventos.
- Trabalho anterior, mesmo fora de tecnologia.
- Habilidades transferíveis.
Se você trabalhou em atendimento, vendas, logística, administrativo ou suporte, isso pode ajudar. Empresas gostam de gente que sabe lidar com cliente, prazo, cobrança e rotina real.
Um exemplo:
“Desenvolvi um sistema de cadastro de produtos usando JavaScript, Node.js e PostgreSQL, com autenticação de usuários e deploy em ambiente cloud.”
Isso é melhor do que:
“Conhecimento em JavaScript, Node.js e PostgreSQL.”
Mostre aplicação, não só lista de ferramentas.
Erros comuns de quem faz faculdade de tecnologia#
Vamos falar como amigo: muita gente desperdiça a faculdade.
Erro 1: só assistir aula
Aula é o mínimo. Tecnologia se aprende fazendo, errando, pesquisando e resolvendo bugs.
Se você só assiste, esquece.
Erro 2: esperar a faculdade ensinar tudo
Nenhuma faculdade acompanha o mercado em tempo real. Você vai precisar estudar por fora.
Isso não é defeito exclusivo da faculdade. É parte da área.
Erro 3: querer aprender 15 tecnologias ao mesmo tempo
Você vê uma vaga pedindo React, outra pedindo Java, outra pedindo Python, outra pedindo AWS. A ansiedade bate.
Só que iniciante precisa de foco.
Escolha uma trilha por alguns meses. Depois você expande.
Erro 4: não fazer networking
Networking não é puxar saco. É conversar com pessoas, participar, pedir conselho, ajudar colegas e aparecer com consistência.
Um colega de sala pode te indicar para estágio. Um professor pode te avisar de vaga. Uma comunidade pode te conectar com alguém de uma empresa boa.
Erro 5: currículo fraco
Muita gente estuda, faz projeto, mas manda um currículo confuso. Aí o recrutador nem entende seu perfil.
Seu currículo precisa ser claro, direto e compatível com sistemas de triagem. Se o ATS não lê bem, você pode ser descartado antes de alguém humano ver.
Então, vale a pena fazer faculdade de tecnologia em 2026?#
Para a maioria das pessoas que está começando do zero, sim, vale.
Mas com uma condição: você precisa tratar a faculdade como plataforma, não como solução mágica.
Ela vale especialmente se você:
- Quer estágio.
- Precisa de rotina.
- Está começando sem contatos.
- Quer construir base.
- Pode pagar sem se afogar.
- Escolhe um curso minimamente bom.
- Está disposto a estudar por fora.
Talvez não valha agora se você:
- Já tem experiência sólida.
- Encontrou um caminho melhor e concreto.
- Só quer o diploma mais barato possível.
- Não pretende fazer projetos.
- Vai se endividar pesado.
- Está escolhendo sem pesquisar.
A pergunta certa não é apenas “faculdade vale a pena?”. A pergunta melhor é: “eu vou usar a faculdade para gerar experiência, contatos e projetos antes de me formar?”
Se a resposta for sim, você aumenta muito suas chances.
Um plano simples para decidir nos próximos 7 dias#
Se você está em dúvida, faz isso aqui.
Dia 1: escolha 3 cursos possíveis
Pode ser ADS, Ciência da Computação e Sistemas de Informação, por exemplo.
Anote:
- Duração.
- Preço.
- Formato.
- Grade.
- Reputação.
- Distância ou flexibilidade.
Dia 2: olhe 30 vagas reais
Pesquise vagas de estágio, júnior e trainee em tecnologia.
Veja em sites como LinkedIn, Gupy, Indeed e páginas de empresas como Itaú, Nubank, Stone, iFood, Magalu e Globo.
Anote o que aparece muito:
- Linguagens.
- Requisitos.
- Formação.
- Ferramentas.
- Inglês.
- Experiência.
Dia 3: fale com 3 pessoas
Chame no LinkedIn ou WhatsApp:
- Um aluno do curso.
- Alguém que trabalha em tecnologia.
- Uma pessoa que fez transição de carreira.
Pergunte o que ela faria diferente se começasse hoje.
Dia 4: calcule o custo real
Não olhe só mensalidade.
Inclua:
- Matrícula.
- Transporte.
- Internet.
- Notebook.
- Livros ou cursos extras.
- Tempo de estudo.
- Possível redução de renda.
Se a conta te deixa sem respirar, busque EAD, bolsa, ProUni, financiamento com cuidado ou espere mais alguns meses.
Dia 5: teste estudar tecnologia por 2 horas
Antes de se matricular, faça uma aula gratuita de lógica, HTML, Python ou SQL.
Veja como você se sente.
Não precisa amar cada minuto. Mas precisa ter curiosidade suficiente para continuar quando ficar difícil.
Dia 6: escolha uma trilha inicial
Não é para escolher sua vida inteira. É só uma direção inicial.
Exemplos:
- Desenvolvimento web.
- Dados.
- Segurança.
- Cloud.
- Produto.
- UX.
Dia 7: tome uma decisão prática
Decida uma destas opções:
- Vou me matricular.
- Vou estudar por conta por 3 meses e reavaliar.
- Vou buscar bolsa ou faculdade mais barata.
- Vou focar em certificação e portfólio primeiro.
- Vou conversar com mais pessoas antes de decidir.
O importante é sair da dúvida parada.
Conclusão#
Faculdade de tecnologia em 2026 não é bilhete premiado. Mas também não é perda de tempo, como muita gente fala na internet.
Ela pode ser um dos caminhos mais inteligentes para entrar no mercado, principalmente se você quer estágio, base e uma jornada mais estruturada.
O segredo é não terceirizar sua carreira para a instituição. A faculdade te dá ambiente, grade, professores e talvez portas. Mas quem constrói portfólio, currículo, networking e experiência é você.
Se você fizer ADS, Ciência da Computação, Sistemas de Informação, Engenharia de Software ou Gestão de TI com mentalidade ativa, suas chances melhoram bastante. Se fizer no automático, pode sair com diploma e ainda se sentir perdido.
Antes de mandar currículo para estágio ou vaga júnior, garanta que ele está preparado para os filtros das empresas. Teste seu currículo grátis no verificador ATS da JobRise e veja o que pode estar te travando: https://jobrise.io/pt/free-ats-checker/
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